Comunicado do Conselho de
Ministros de 22 de Abril de 2010
- Decreto-Lei
que procede à décima alteração ao estatuto da carreira dos
educadores de infância e dos professores dos ensinos básico e
secundário, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 139-A/90, de 28 de
Abril
- Decreto
Regulamentar que regulamenta o sistema de avaliação de
desempenho do pessoal docente da educação pré-escolar e dos
ensinos básico e secundário e revoga os Decretos Regulamentares
n.º 2/2008, de 10 de Janeiro, 11/2008, de 23 de Maio, 1-A/2009,
de 5 de Janeiro, e 14/2009, de 21 de Agosto
Este Decreto-Lei altera o Estatuto
da Carreira dos Educadores de Infância e dos Professores dos
Ensinos Básico e Secundário, introduzindo na carreira as
alterações decorrentes do Acordo de Princípios celebrado com as
organizações sindicais no dia 8 de Janeiro de 2010, visando-se a
melhoria da qualidade da escola pública e existência de um clima
de tranquilidade, promovendo-se o mérito e assegurando-se a
prioridade ao trabalho dos docentes com os alunos, tendo em
vista o interesse das escolas, das famílias e do País.
Por sua vez, o Decreto
Regulamentar, hoje aprovado, desenvolve os princípios do novo
regime da avaliação do desempenho dos educadores de infância e
dos professores dos ensinos básico e secundário.
Assim, em primeiro lugar,
reforça-se a articulação entre a avaliação do desempenho, agora
com procedimentos mais simplificados, e a progressão na
carreira. A valorização do mérito traduz-se não só nas
bonificações de tempo de serviço para progressão na carreira,
mas também na progressão aos 5.º e 7.ºescalões sem dependência
de vaga para os docentes que obtenham na avaliação de desempenho
as menções qualitativas de Muito Bom ou de Excelente.
Em segundo lugar, quanto à
diferenciação dos desempenhos, manteve-se a adequada articulação
com o modelo de avaliação do desempenho da generalidade dos
trabalhadores da Administração Pública, continuando vigente a
regra da fixação de uma percentagem máxima para as menções
qualitativas de Muito Bom e de Excelente.
A responsabilidade pela avaliação
final é atribuída a um júri de avaliação, competindo a um dos
seus membros, o relator, acompanhar o desempenho do docente
avaliado e manter com ele uma interacção permanente, tendo em
vista potenciar a dimensão formativa da avaliação.
São estabelecidas pelo membro do
Governo responsável pela área da educação a calendarização do
procedimento e as regras simplificadas de elaboração do
relatório de auto-avaliação, de modo a garantir harmonização na
aplicação do sistema de avaliação do desempenho do pessoal
docente.
No mesmo sentido, estabelece-se
que compete ao Conselho Científico para a Avaliação de
Professores, para além do seu papel de acompanhamento e
monitorização, emitir orientações quanto aos padrões de
desempenho docente e aos instrumentos de registo da informação
relevante para efeitos da avaliação
Em terceiro lugar, valoriza-se a
senioridade na profissão, ao propiciar-se a docentes situados
nos últimos escalões da carreira a sua dedicação a diversas
funções especializadas.
Por último, a carreira docente
passa a estruturar-se numa única categoria, terminando a
distinção entre professores e professores titulares, mantendo-se
como mecanismos de selecção, para ingresso numa profissão cada
vez mais exigente, a prova pública e o período probatório.
Mantém-se, igualmente, uma estrutura de carreira que valoriza e
premeia o mérito e o resultado da avaliação de desempenho, sendo
fixada contingentação através de vagas em dois momentos ao longo
da carreira.
- Proposta
de Lei que procede à segunda alteração ao estatuto do aluno dos
ensinos básico e secundário, aprovado pela Lei n.º 30/2002, de
20 de Dezembro
Esta Proposta de Lei, a submeter à
Assembleia da República, visa criar condições de maior
segurança, tranquilidade e disciplina na escola, através do
reforço da autoridade dos directores, dos directores de turma e
dos professores, da introdução de mecanismos de prevenção de
situações que prejudiquem o normal funcionamento da escola e da
adopção, em casos mais graves, de medidas que assegurem aos
envolvidos um adequado acompanhamento.
Clarifica-se, assim, o regime da
aplicação de medidas cautelares e de medidas disciplinares
sancionatórias, reforçando-se a capacidade de intervenção dos
directores, dos directores de turma e dos professores e
permitindo uma actuação mais célere e eficaz. No mesmo sentido,
prevê-se que a participação de ocorrências seja feita por
qualquer membro da comunidade escolar e estabelece-se que o
director pode agir imediatamente, quer no sentido do afastamento
dos envolvidos, quer no da prestação de apoio às vítimas das
ocorrências, a par do posterior acompanhamento adequado de uns e
outros.
De igual modo, agilizam-se e
simplificam-se os procedimentos disciplinares, tornando-os mais
céleres, e envolvendo, logo que possível, os pais e encarregados
de educação, de forma a garantir eficácia, quer no que se refere
aos direitos dos demais membros da comunidade escolar, quer no
que respeita directamente ao efectivo interesse do infractor.
Por outro lado, reforçam-se os
princípios para a melhoria das aprendizagens, designadamente
quanto à assiduidade e pontualidade dos alunos e seu
empenhamento nas actividades escolares, bem como relativamente à
co-responsabilização dos pais e encarregados de educação.
Prevê-se a substituição da prova
de recuperação a que estão actualmente sujeitos os alunos com
excesso de faltas, sejam elas justificadas ou injustificadas,
por medidas de apoio pedagógico diferenciado. Estas medidas
devem ser apuradas e estabelecidas, em cada caso, tendo em conta
o contexto e a natureza, justificada ou injustificada, das
faltas e, também, envolvendo os pais e encarregados de educação,
de forma a, em conjunto com a escola, ser encontrada a solução
mais adequada ao aluno
NOVO -
(29.05.09) -
MANIFESTAÇÃO DE PROFESSORES - 30 DE MAIO - LOCAIS DE
CONCENTRAÇÃO E PERCURSO
Já somos muitos milhares. Do Norte, do Centro,
do Sul, de toda a área da Grande Lisboa crescem as inscrições
nos autocarros e a organização dos professores e educadores nas
escolas para virem todos juntos para a grande manifestação.
Porque vamos ser muitos milhares convém ter em
conta os locais de concentração na zona do Marquês de Pombal:
Locais de concentração:
a)
Os docentes provenientes do Norte e Centro
concentram-se no Parque Eduardo VII.
b)
Os docentes
provenientes da área da Grande Lisboa e do Sul
concentram-se na Rua Joaquim António de Aguiar (sentido
descendente, é a rua que liga o Marquês às Amoreiras).
O
percurso da manifestação terá a seguinte orientação:
Ordem de
entrada na Manifestação: 1º Sul; 2º Grande Lisboa; 3º Centro; 4º
Norte. (Madeira e Açores a ver no local)
A cabeça da
manifestação sairá do final da Rua Joaquim António Aguiar /
Praça Marquês de Pombal. Quando todos estiverem já na Avenida da
Liberdade, deslocar-se-ão os docentes do Centro e do Norte,
desde o final do Parque Eduardo VII, para a Avenida da
Liberdade.
O desfile
termina com uma concentração na Praça dos Restauradores.
Indicações para os autocarros:
Autocarros
provenientes do Sul e da Grande Lisboa (via A2
- Ponte 25 de Abril) deverão dirigir-se em direcção a Marquês de
Pombal - Avenida Duarte Pacheco - Rua Joaquim António de Aguiar,
onde descarregam os docentes e seguem, pela Rua Artilharia 1,
para a Alameda Cardeal Cerejeira, onde estacionam. No regresso
os professores procuram os autocarros na Cardeal Cerejeira.
(Nota - A Alameda Cardeal Cerejeira é a rua do Alto do Parque
Eduardo VII, onde está a bandeira gigante). Autocarros
provenientes do distrito de Santarém dirigem-se, via Eixo Norte
/ Sul, para a Praça de Espanha, sobem a Avenida António Augusto
de Aguiar e logo a seguir á lateral do Corte Inglés cortam à
direita para a Alameda Cardeal Cerejeira. Os docentes dirigem-se
depois a pé para a Rua Joaquim António de Aguiar, descendo o
Parque Eduardo VII.
Autocarros
provenientes do Norte e Centro deverão
descarregar os docentes junto ao Marquês de Pombal e
dirigirem-se para a Avenida da Liberdade, Restauradores, Rossio,
Rua do Ouro, Rua do Arsenal (aberta nesta altura
excepcionalmente) e daí para a Avenida 24 de Julho para
estacionamento. No regresso os professores vão ter com os
autocarros, pelo mesmo percurso. O regresso destes autocarros
far-se-á obrigatoriamente pela Avenida de Ceuta, que dá ligação
ao Eixo Norte - Sul e à 2ª Circular (saídas para a A1 e A8).
Notas:
Não esquecer que a Avenida da Ribeira das Naus está encerrada ao
trânsito (é a avenida/rua junto ao rio no Terreiro do Paço) pelo
que a aproximação a Lisboa não deverá ser feita pelo IC2 e eixo
junto ao Tejo. Convém que quem vem do norte e centro utilize a
A1 ou a A8 e faça a aproximação ao Marquês de Pombal pelo eixo
central (Campo Grande, Entrecampos, Saldanha, Marquês de
Pombal). Em alternativa poderão dirigir-se ao Eixo Norte / Sul e
sair para a Praça de Espanha e depois seguir pela Avenida
António Augusto de Aguiar e descer para o Marquês.
Todos os
passageiros devem ficar com o número de telemóvel do responsável
do autocarro e do motorista.
A Manifestação
começa às 15h. Convém chegar antes.
Encontramo-nos todos no sábado!
(20.05.09) -
ABAIXO ASSINADO A ENTREGAR, HOJE, ÀS 11:00H, NO ME
Em resultado da luta dos professores e educadores, o Ministério
das Educação foi obrigado a abrir um processo negocial para
revisão do Estatuto da Carreira Docente.
Rapidamente se concluiu, contudo, não ser
intenção do ME alterar qualquer dos aspectos essenciais do ECD –
divisão da carreira, prova de ingresso, quotas da avaliação,
entre outros – ou, sequer, antecipar a revisão do modelo de
avaliação, como se comprometera.
Neste quadro, o ME não apresentou qualquer
proposta concreta, suspendeu unilateralmente as negociações,
recusou suspender o modelo de avaliação e intensificou as
pressões, as ameaças e a chantagem sobre os docentes.
Entretanto, em 7 de Abril, o ME decidiu retomar as reuniões
enviando aos Sindicatos um documento em que, de novo, se limita
a reafirmar as suas posições em relação aos aspectos essenciais
da carreira, numa atitude que revela completa ausência de
abertura para equacionar, sequer, outras posições. Face a esta
situação, os abaixo-assinados reafirmam:
1.
A necessidade de suspender, este ano, o modelo de avaliação em
vigor;
2.
A exigência de negociar efectivamente a revisão do ECD,
garantindo o fim da divisão da carreira em categorias, a
substituição do modelo de avaliação, incluindo a eliminação das
quotas, a revogação da prova de ingresso, entre outros aspectos
importantes para o bom desempenho das funções docentes;
3.
A exigência de se iniciar, desde já, a revisão do modelo de
avaliação de desempenho.
Por fim, os docentes subscritores reafirmam o seu profundo
desacordo em relação ao modelo de avaliação que continuam a
considerar desqualificado, incoerente, desadequado, ineficaz por
ser incapaz de contribuir para um ainda melhor desempenho dos
professores e, em consequência, as boas aprendizagens dos
alunos.”
Estas são as considerações e exigências que os
professores e educadores colocam ao Ministério da Educação e
inscreveram no texto do abaixo-assinado que será entregue no
Ministério da Educação no próximo da 20 de Maio, quarta feira,
pelas 11 horas.
Na ocasião e junto às instalações do ME, a
Plataforma Sindical dos Professores fará, junto da comunicação
social, o seu balanço do processo negocial que, por exclusiva
responsabilidade do ME, parece ter entrado num impasse, bem como
sobre as acções e lutas futuras dos professores e educadores.
A Plataforma Sindical dos Professores
(12.05.09) - CARTA ABERTA AO PRIMEIRO MINISTRO
CARTA ABERTA
AO PRIMEIRO-MINISTRO DE PORTUGAL
Senhor Primeiro-Ministro,
Ao longo da Legislatura, cujo final se aproxima, os
professores e educadores portugueses pugnaram e lutaram pela
dignificação e valorização da sua profissão, pela qualidade
educativa da Escola Pública e pela criação de condições de
trabalho propiciadoras das boas aprendizagens dos alunos.
Insensível e, muitas vezes, indiferente às preocupações e
propostas fundamentadas dos professores, apresentadas pelas suas
organizações sindicais, o Governo desvalorizou grandes acções de
protesto e exigência realizadas e, na mesa das negociações,
ignorou as propostas sindicais, em tudo o que é fundamental,
assumindo uma atitude de grande inflexibilidade negocial e
arrogância política.
Mas, para além de um posicionamento contrário ao diálogo e à
concertação, o Governo optou por intoxicar a opinião pública,
pondo em causa o brio profissional dos docentes, a dedicação e a
isenção do exercício funcional destes profissionais.
Desvalorizou os docentes, contribuindo para a fragilização da
sua autoridade, enquanto educadores, através de medidas e de um
discurso que potenciam situações de indisciplina e violência.
Lamenta-se que, ao longo da Legislatura, o Senhor
Primeiro-Ministro não tivesse recebido a Plataforma Sindical dos
Professores, apesar dos insistentes pedidos formulados. Se tal
tivesse acontecido, poderia, em momentos de maior crispação, ter
contribuído para aliviar a tensão existente e devolver a
tranquilidade necessária aos processos negociais e à resolução
dos problemas, com reflexos positivos para as escolas… mas não
quis, V.ª Ex.ª, assumir essa responsabilidade política.
A par de todas as medidas que tanto desvalorizaram a
profissão docente e as escolas, o desrespeito que os
responsáveis do ME e do Governo revelaram pelos docentes e suas
organizações sindicais contribuiu, igualmente e de forma
indelével, para a escalada de degradação do próprio
relacionamento institucional, inviabilizando a construção de
consensos e de compromissos políticos tão necessários à
Educação. Situação que, aliás, continua a verificar-se.
Senhor Primeiro-Ministro,
Entre outros diplomas legais que o Governo aprovou e impôs, o
Estatuto da Carreira Docente constitui um dos instrumentos que
mais contribuem para a deterioração das condições de trabalho e
de exercício profissional, com implicações negativas na
organização e funcionamento das escolas e nas aprendizagens dos
alunos.
Teria sido fundamental e de elevado interesse público que o
Ministério da Educação, no âmbito do processo de revisão
iniciado em Janeiro de 2009, tivesse aproveitado para alterar
alguns dos aspectos que merecem maior contestação e mais
contribuem para o clima de grande insatisfação e desmotivação
que se mantém muito vivo nas escolas e que, ao mesmo tempo, têm
levado a uma cada vez maior degradação das condições de
exercício da profissão. Mas desperdiçou essa oportunidade!
Neste final de Legislatura, os Professores e Educadores
Portugueses reafirmam:
- o seu profundo desacordo com as políticas educativas do
actual Governo, contra as quais se manifestam;
- ser indispensável a assunção de compromissos claros para o
futuro, no sentido de uma profunda mudança no rumo dessas
políticas;
- a necessidade de se pôr fim à postura anti-negocial que
imperou ao longo destes quatro anos.
Estas exigências colocamo-las ao Senhor Primeiro-Ministro,
como a todos os dirigentes de partidos políticos que se preparam
para integrar ou influenciar, através da sua representação
parlamentar, a futura governação, esperando, desta forma,
contribuir para a devolução, a Portugal, das condições de
governabilidade na Educação e de exercício profissional na
docência, necessárias à defesa de uma Educação e um Ensino
Públicos de Qualidade para Todos.
Lisboa, 12 de Maio de 2009
A
Plataforma Sindical dos Professores
NOTA À
COMUNICAÇÃO SOCIAL
COM A DIVULGAÇÃO, HOJE, DA CARTA ABERTA AO PRIMEIRO-MINISTRO
PROFESSORES INICIAM NOVO PROCESSO DE LUTAS
Através de Carta Aberta, hoje divulgada, a Plataforma
Sindical dos Professores responsabiliza o Primeiro-Ministro
Português por nunca se ter disponibilizado para assumir as
responsabilidades políticas inerentes ao chefe de um governo que
decidiu entrar em rota de colisão com os professores, provocando
momentos de forte tensão que atingiram o ambiente e o normal
funcionamento das escolas portuguesas.
Apesar de insistentes solicitações para que se realizasse
uma reunião, designadamente nos momentos de maior crispação, que
poderia ter sido importante para a clarificação de situações e,
mesmo, aliviar a tensão existente, o Primeiro-Ministro decidiu
alhear-se do problema ou, por vezes, contribuir para que se
agravasse a crise, reforçando os motivos da indignação dos
docentes.
A divulgação desta Carta Aberta marca o início de um novo
período em que as lutas dos docentes voltarão a ser relevantes e
têm por objectivos:
- Protestar, em final de ano lectivo e, também, de
Legislatura, pelo rumo que foi dado a uma política educativa
que, ao longo de quatro anos, desvalorizou os docentes e o seu
exercício profissional e dificultou, ainda mais, o papel da
Escola Pública;
- Influenciar o processo de revisão do Estatuto da
Carreira Docente, que ainda não terminou, e no qual o ME se
tem mantido intransigente em relação aos aspectos essenciais
desse estatuto;
- Reforçar a exigência de suspensão, este ano, do
processo de avaliação, bem como o início de negociações
com vista à sua urgente substituição;
- Evidenciar junto dos futuros governantes, bem como
de quantos terão influência na definição das futuras políticas
educativas, nomeadamente através da sua representação
parlamentar, as preocupações dos docentes em relação à Educação,
as suas propostas e a sua disponibilidade para se envolverem na
resolução dos problemas mais graves que afectam este
importantíssimo sector da vida nacional.
A Plataforma Sindical dos Professores reafirma que a Educação
não é coutada de nenhum Governo, como de nenhum partido
político, ainda que alcance maioria absoluta, pelo que deverá
sempre envolver toda a comunidade educativa no debate, na
reflexão, na decisão e na concretização das soluções
encontradas. Obviamente, os professores têm, nesse processo, um
papel de grande destaque que deverá ser valorizado e respeitado,
ao contrário do que tem acontecido.
MANIFESTAÇÃO
NACIONAL A 30 DE MAIO
Não há duas sem
três, e os Professores regressão a Lisboa outra vez!
É com este espírito que os professores começam a mobilizar-se
para, em 30 de Maio, realizarem a Marcha da Força da
sua Razão. Uma força que tarda em impor-se perante a força e
a arrogância da actual maioria absoluta, mas que, como sempre
acontece, impor-se-á porque os professores têm razão e ter razão
é começar a ganhar o futuro.
Neste dia, a partir das 15 horas, os professores desfilarão do
Largo do Marquês de Pombal para os Restauradores.
DIA 26 DE MAIO, AS
AULAS SÓ COMEÇAM ÀS 10.30 HORAS
É com esta paralisação que os professores pretendem, em 26
de Maio, assinalar o Dia de Protesto, de Luta e de Luto
nas suas escolas, com as aulas a começarem apenas às 10.20
horas. Será mais um momento para chamar a atenção de toda a
comunidade educativa para os problemas que os professores
continuam a viver, bem como a Escola Pública que tarda em ser
respeitada e valorizada, o que constrange a sua capacidade de
resposta, ainda mais importante neste momento em que o nosso
país atravessa um crise grave que se abate sobre as famílias,
com reflexos na sua estabilidade e qualidade de vida.
EM 20 DE MAIO, PROFESSORES
ENTREGAM ABAIXO-ASSINADO NO M.E.
A revisão do Estatuto da Carreira Docente mantém-se num
verdadeiro impasse, por culpa de um Ministério que não teve
alternativa à abertura do processo, mas não abre mão de nenhuma
das soluções que impôs em 2007 e que tão contestadas têm sido
pelos docentes. Em relação à avaliação de desempenho, por
exemplo, nem sequer concretizou o que havia acertado com as
organizações sindicais e passava pela antecipação do processo de
substituição do modelo que se previa para Junho e Julho
próximos. Os Sindicatos, como previsto, apresentaram as suas
propostas, do Ministério da Educação nem sinal…
Este abaixo-assinado exige uma revisão efectiva do ECD, bem
como a suspensão do processo de avaliação em curso este ano e o
início de negociações que visem a substituição do modelo.
A
Plataforma Sindical dos Professores
NOVO
(05.03.09) - CORDÃO HUMANO - 7 DE MARÇO 2009 - 15 H -
LISBOA
Os professores e educadores concentram-se em
três locais consoante a sua região de origem:
Os provenientes do Norte concentram-se junto ao ME, na Avenida 5 de
Outubro e começam a desfilar, em fila indiana, a partir das 15
horas, na direcção da Praça do Marquês de Pombal.
Os professores e educadores provenientes da
região de Lisboa e Vale do
Tejo concentram-se na Praça do
Marquês de Pombal e, a partir das 15 horas, começam a desfilar,
em fila indiana, em dois sentidos: em direcção à Avenida Fontes
Pereira de Melo e 5 de Outubro (1) e em direcção à Rua Braancamp
e ao Largo do Rato (2).
Os provenientes do Centro e do Sul concentram-se no Largo do Rato e, a partir
das 15 horas, deslocam-se em dois sentidos: em direcção à
Rua de São Bento e Assembleia da República (1) e em direcção à
Praça Marquês de Pombal (2).
Quando os segmentos do Cordão Humano se
encontrarem (Norte com Lisboa e Centro e Sul com Lisboa) param e
tomam todos o sentido da Assembleia da República.
Como é perceptível, este Cordão Humano
necessitará de grande empenho e organização pelo que se solicita
a todos os colegas que sigam as indicações dos membros da
organização que estarão identificados com coletes próprios.
Apela-se ainda a todos que tragam panos das suas
escolas, bandeiras que tenham ficado de outras acções e todos os
elementos gráficos que possam ajudar a manifestar o nosso
empenho na defesa da Escola Pública e na redignificação da
carreira docente.
Relativamente aos transportes acordou-se que em
cada autocarro deverá existir uma folha para recolha dos
seguintes elementos:
Nome do professor / educador, sindicato e nº de
sócio. A cada passageiro que se identificar como sindicalizado
deverá ser pedido que exiba o seu cartão de associado do
respectivo sindicato.
Acordou-se ainda solicitar aos colegas que se
desloquem nos autocarros que assegurem o pagamento do respectivo
transporte. Os valores de referência serão os seguintes:
7,50€ para os sindicalizados e 15 € para os não
sindicalizados.
NOTA À COMUNICAÇÃO SOCIAL
PLATAFORMA SINDICAL DOS PROFESSORES
PROMOVE CORDÃO HUMANO PARA APONTAR RESPONSÁVEIS E
RESPONSABILIDADES POR CRISE E CONFLITOS NA EDUCAÇÃO
O Cordão
Humano, constituído por professores e educadores, que se
realizará no próximo sábado, dia 7 de Março, em Lisboa, é
promovido pela Plataforma Sindical dos Professores e, ligando
Ministério da Educação, Assembleia da República e Governo
(residência oficial do Primeiro-Ministro) pretende dar relevo
aos que são os principais responsáveis pela profunda crise e
pelo grave conflito que se arrasta na Educação.
A teimosa
insistência num burocratizado e pouco qualificado modelo de
avaliação que não contribui para a melhoria do desempenho dos
docentes e uma previsivelmente frustrada revisão do ECD, em que
ao Governo faltou coragem e, sobretudo, vontade política para
eliminar a divisão da carreira docente em categorias, para além
de manter as quotas na avaliação e a prova de ingresso na
profissão e de não ter conseguido, sequer, apresentar uma
proposta concreta para substituir o actual modelo de avaliação,
são as razões mais imediatas para a realização desta Cordão
Humano que a Plataforma Sindical dos Professores agora promove.
Um Cordão Humano de protesto, mas, igualmente, em que se reitera
a exigência de suspensão, este ano, do modelo de avaliação e uma
revisão positiva do ECD.
Os professores
e educadores que integrarão o Cordão Humano concentrar-se-ão, às
15 horas, em três locais distintos (Ministério da Educação,
Praça do Marquês de Pombal; Lago do Rato). Pelas 16 horas o
Cordão, já constituído, deslocar-se-á para a Assembleia da
República tendo aí lugar, no Largo fronteiriço, pelas 17 horas,
um plenário em que intervirão as organizações promotoras.
Foram,
entretanto, solicitadas audiências ao Primeiro-Ministro,
Ministra da Educação e Grupos Parlamentares para que seja
entregue um documento elaborado pela Plataforma e expostas as
suas principais preocupações, designadamente em relação ao
período que resta do ano lectivo em curso.
A Plataforma
Sindical dos Professores
NOVO-
PROPOSTA CONJUNTA DE REVISÃO DA ESTRUTURA DA CARREIRA DOCENTE
SNPL SEPLEU
SINAPE/FEPECI SIPE
CARREIRA DOCENTE
Relativamente à Carreira Docente discordámos desde o primeiro
momento com a introdução de categorias hierarquizadas.
Ao serem criadas categorias hierarquizadas - "Professor e
Professor Titular" transmitiu-se uma falsa ideia à comunidade
educativa da existência de professores de 1.ª e 2.ª categorias,
facto que causou grandes perturbações nas escolas, de
concorrência e mau estar, que nada abonaram para um desejável
clima de estabilidade e confiança, propiciadoras de boas
práticas e aprendizagens de qualidade.
EM
ALTERNATIVA PROPOMOS:
Ø
Uma
categoria e uma carreira única:
A duração da carreira será de 28 anos, estruturada em 8
escalões, com a duração de 4 anos cada, a que correspondem
índices de remuneração diferenciados. O índice remuneratório do
último escalão corresponde ao índice remuneratório do topo da
carreira técnica superior da administração pública:
ESCALÕES
1.º
2.º
3.º
4.º
5.º
6.º
7.º
8.º
N.º ANOS
4
4
4
4
4
4
4
4
ÍNDICES REMUNERATÓRIOS
167
196
225
254
283
312
341
370
Ø
Dois
níveis de Progressão:
Progressão
Regular
A progressão “Regular” na carreira docente consiste na
transição de escalão e depende das seguintes condições:
Da permanência dos respectivos anos no escalão imediatamente
anterior, computados como tempo de serviço efectivo em funções
docentes ou equiparadas;
Da avaliação do desempenho “Ordinária” com a menção
qualitativa de “Desempenho adequado”;
Da frequência com aproveitamento, de módulos de formação
contínua equivalentes, no mínimo, a 25 horas anuais, durante
aquele período.
Progressão
Especial
A progressão Especial na carreira docente consiste na mudança
do 6.º para o 7.º escalão para progressão ao topo,
concretizando-se da seguinte forma:
Este processo de avaliação inicia-se com a apresentação por
parte do docente de um documento que traduza o trabalho
desenvolvido na escola ou em funções equiparadas a serviço
docente, que espelhe todo o seu percurso profissional, a
apresentar a uma Comissão de Avaliação constituída para o efeito
por:
• Um representante do docente;
• Um representante
do Presidente do Órgão Pedagógico;
• O Coordenador do
Departamento Curricular;
• Um representante
da Direcção Executiva do Agrupamento de Escolas ou
Escola não
agrupada em que o docente presta serviço;
• Um representante
designado pelo Ministério da Educação do mesmo
grupo de
recrutamento do avaliado, exterior ao Agrupamento ou à escola
não agrupada.
O referido documento terá obrigatoriamente que ser defendido
presencialmente pelo docente.
A menção qualitativa a atribuir, resultará da classificação
quantitativa baseada em parâmetros a definir.
Para esse efeito, propomos as seguintes menções:
Desempenho
Relevante – para se candidatar
à obtenção desta menção, o docente terá, necessariamente, para
além daquilo que é exigido a todos os outros, que solicitar a
observação de três aulas. Este procedimento permitirá distinguir
o mérito do docente bonificando, em tempo, o seu percurso no
escalão seguinte.
Desempenho
Adequado
- progredirá ao 7.º escalão.
Desempenho
Inadequado - não progredirá,
mas poderá submeter-se a esta avaliação quantas vezes o desejar,
atendendo ao facto de que, numa lógica formativa e não punitiva
poderá, assim, melhorar o seu desempenho e atingir a todo o
tempo a menção exigível para esta progressão especial, com
inegáveis benefícios para a qualidade educativa.
Lisboa,
02 de Fevereiro de 2009
As
organizações: SNPL, SEPLEU, SINAPE/FEPECI e SIPE
SNPL, SEPLEU, SINAPE/FEPECI e SIPE – Juntos por um ECD mais
justo…
NOVO -
(30.01.09)
Abertura de
procedimento de mobilidade por transferência destinado a
professores titulares
O Ministério da Educação abriu a
possibilidade de os professores titulares concorrerem, por
transferência, às vagas que ficaram por preencher nas escolas no
primeiro concurso de acesso à categoria, realizado em 2007.
Segundo um despacho que aguarda publicação no
Diário da República, os critérios para identificação
dos docentes a transferir baseiam-se na manifestação de
vontade dos próprios e na pontuação obtida no primeiro
concurso de acesso a professor titular.
Os lugares que poderão ser ocupados por
transferência são aqueles que no concurso de 2007 ficaram por
ocupar, em cada agrupamento ou escola, em função dos grupos de
recrutamento, conforme as necessidades dos estabelecimentos.
O procedimento de mobilidade por
transferência, destinado a professores titulares, realiza-se
independentemente de concurso público, de acordo com o
previsto no Estatuto da Carreira Docente relativamente aos
instrumentos de mobilidade dos docentes.
Os professores que desejarem beneficiar do
procedimento de transferência devem manifestar as suas
preferências pelos lugares vagos identificados em mapa a
divulgar numa aplicação electrónica de execução do
procedimento, a disponibilizar pela Direcção-Geral de Recursos
Humanos da Educação (DGRHE), que divulgará na sua página
electrónica os prazos e os procedimentos a adoptar.
Sempre que o número de interessados exceda o
número de lugares vagos para o respectivo departamento ou
grupo de recrutamento, é utilizada para efeitos de precedência
a pontuação obtida no primeiro concurso de acesso a professor
titular.
A pontuação dos docentes posicionados no
índice 340 que não foram opositores ao concurso de 2007 e que
obtiveram provimento na categoria de professor titular no
concurso extraordinário é calculada nos termos dos critérios
utilizados no primeiro concurso de acesso à categoria.
Se subsistir igualdade de condições entre
interessados para o mesmo lugar, são aplicados sucessivamente
os seguintes critérios:
O candidato que detenha o grau académico
mais elevado;
O candidato com mais assiduidade, critério
para o qual são contabilizados os cinco anos com menor
número de faltas, durante os sete previstos para efeitos de
avaliação da experiência profissional.
Uma vez identificados os docentes a
transferir, é publicitada na página electrónica da DGRHE a
lista de transferências a efectivar por agrupamento ou escolas
não agrupadas.
Os docentes que obtenham transferência devem,
no prazo de oito dias úteis, comunicar a sua aceitação através
da aplicação electrónica de apoio ao procedimento.
A DGRHE remeterá a cada agrupamento ou escola
não agrupada uma lista com os docentes que aceitaram
transferência para esse agrupamento ou escola não agrupada.
A partir de 1 de Setembro de 2009, os docentes
transferidos passarão a constar nos mapas de pessoal dos
agrupamentos de escolas ou escolas não agrupadas para onde
foram transferidos, embora não ocupem vaga, efectuando-se essa
transferência para lugar a extinguir quando vagar.
Para mais informações, consultar o
despacho que aguarda publicação no Diário da República.
NOVO - (20.01.09)
-
NOTA À
COMUNICAÇÃO SOCIAL
GREVE ATINGIU OS 91% DE ADESÃO
À INTRANSIGÊNCIA E OBSTINAÇÃO GOVERNATIVA, PROFESSORES RESPONDEM,
DE NOVO, COM LUTA EXEMPLAR
Foram cerca de
91% os professores e educadores que voltaram a fazer Greve, numa
extraordinária resposta de luta face à intransigência, à teimosia
e à obstinação de um Ministério e de um Governo que não desistem
em levar por diante uma política desastrosa que está a degradar a
Escola Pública e a dificultar o exercício profissional dos
docentes, com graves repercussões nas aprendizagens dos alunos.
Com a Greve de
hoje, os professores, em menos de um ano, concretizam, pela sexta
vez, uma fortíssima luta, a saber:
– 8 de Março de
2008: Marcha Nacional da Indignação com a participação de mais de
100.000 docentes;
– 8 de Novembro
de 2008: Manifestação Nacional de Professores com a participação
de 120.000 docentes;
– 3 de Dezembro
de 2008: Greve Nacional com 94% de adesão;
– 22 de
Dezembro de 2008: Entrega de Abaixo-Assinado com cerca de 70.000
assinaturas;
– 19 de Janeiro
de 1009: Entrega de Abaixo-Assinado com mais de 70.000
assinaturas;
– 19 de Janeiro
de 1009: Greve Nacional dos Professores com 91% de adesão.
É este
riquíssimo património de luta, construído pelos professores e
educadores portugueses e hoje reforçado com mais uma inesquecível
jornada, que estes reafirmam a exigência de suspensão do actual modelo de
avaliação, bem como de uma revisão do ECD que permita
eliminar os seus aspectos mais negativos,
designadamente a divisão da carreira em categorias e o actual
modelo de avaliação, incluindo a abolição das quotas.
Está, agora,
nas mãos do Governo contribuir para que este conflito possa ser
solucionado. Da parte dos professores a determinação para a luta
continua a ser a que hoje, mais uma vez, revelaram, na certeza de
que a razão está do seu lado e tudo farão para que esta se imponha
à prepotência governativa, levando a uma profunda mudança no rumo
da actual política educativa.
A Plataforma Sindical dos Professores
NOVO - (14.01.09)
-
Milhares de professores reflectiram e lutaram nas suas escolas
A Jornada Nacional de Reflexão e Luta
promovida pela Plataforma Sindical dos Professores contou com a
participação de milhares de docentes em todo o país que se
envolveram neste dia muito importante para a continuação da acção
e da luta dos professores e educadores portugueses.
Desta jornada retira-se, em primeiro lugar, a
grande disponibilidade demonstrada pelos docentes para continuarem
a lutar por uma política educativa que tenha no centro das
preocupações a valorização da escola e a dignificação dos
professores, o que não acontece com a que é desenvolvida pelo
actual Governo.
Releva desta jornada a grande mobilização dos
professores para a Greve que terá lugar no próximo dia
19 de Janeiro � data em que se completam dois anos sobre a
publicação do ECD �, uma Greve que cresce de importância na medida
em que, na semana seguinte, se inicia um processo de revisão do
estatuto da carreira docente do qual deverá resultar a eliminação
da divisão da carreira em categorias e a substituição do actual
modelo de avaliação, incluindo a abolição das quotas.
Destaca-se, ainda, a rejeição generalizada do
actual modelo de avaliação, ainda que aplicado de forma
simplificada, pois, apesar dessa simplificação de procedimentos, a
sua essência, incluindo no que respeita ao recurso a quotas para a
atribuição das classificações mais elevadas, mantém-se. Caso a
teimosia do ME não permita que seja suspenso o modelo que impôs,
prevê-se um resto de ano lectivo muito complicado nas escolas, na
medida em que tenderá a agravar-se o clima de insatisfação,
mal-estar e conflitualidade que marcou todo o primeiro período
lectivo.
Quanto à revisão do Estatuto da Carreira Docente,
cujo processo terá início no próximo dia 28 de Janeiro, as
posições dos professores são claras ao considerarem como
determinante a matéria relativa à estrutura da carreira. É aqui
que se jogará a matriz do próprio estatuto, pois a manutenção ou
eliminação das categorias ditará todas as soluções que, para as
restantes matérias, poderão ser encontradas.
Esta foi uma excelente jornada de reflexão e de
luta dos professores e educadores portugueses, seguindo-se, agora,
um dia de extraordinária importância neste percurso de luta dos
docentes portugueses: a Greve Nacional do próximo dia 19 de
Janeiro.
A Plataforma Sindical dos Professores
NOVO - (13.01.09)
JORNADA
NACIONAL DE REFLEXÃO E LUTA
MOBILIZA PROFESSORES EM TODO O PAÍS
Um pouco por todo o país, os professores e educadores portugueses
reunirão nas suas escolas durante o dia de amanhã, 13 de Janeiro,
no âmbito da Jornada Nacional
de Reflexão e Luta prevista pela Plataforma Sindical
dos Professores. As reuniões, que se realizarão ao abrigo da lei
sindical, poderão ter lugar no período da manhã, tarde ou noite
dependendo das dinâmicas que, escola a escola, forem encontradas.
Em debate estarão cinco grandes temas que foram propostos aos
professores:
§
Avaliação do desempenho: ponto da
situação em cada escola e tomada de posição no sentido de manter
ou decidir suspender a aplicação do modelo de avaliação imposto
pelo ME, designadamente no que respeita à entrega dos designados
“objectivos individuais”.
§
Greve Nacional de 19 de Janeiro: preparação da
greve e de iniciativas de escola no sentido de mobilizar todos os
professores para uma Greve que tem três grandes objectivos:
protestar contra a prática de intimidação e ameaça adoptada pelo
ME; exigir a suspensão do actual modelo de avaliação e a adopção
de uma solução transitória alternativa; exigir uma revisão
positiva do ECD que garanta, entre outros objectivos, a eliminação
da decisão da carreira, a substituição do modelo de avaliação,
incluindo, a abolição das quotas, e a revogação da prova de
ingresso.
§
Conteúdos negociais para a revisão do ECD: iniciando-se
a 28 de Janeiro um novo processo de revisão do ECD, pretende-se
auscultar os professores sobre as alternativas a apresentar pelos
Sindicatos, nomeadamente no que respeita à estrutura da carreira e
à avaliação do desempenho.
§
Estratégia sindical para a negociação: pretende-se
conhecer a posição dos professores sobre a estratégia a adoptar
pelos Sindicatos durante o processo de revisão do ECD,
designadamente se deverão ou não manter-se no processo de revisão
(requerido pelas organizações sindicais) caso não seja garantida,
antes das restantes matérias, a eliminação da divisão em
categorias.
§
Disponibilidade para prosseguir a luta: com as
posições que o ME vem adoptando em relação aos professores e à
Escola Pública, o prosseguimento da luta dos professores parece
ser inevitável. É nesse sentido que se pretende auscultar os
professores e educadores, não só sobre a sua disponibilidade, mas
sobre as acções que consideram dever ser desenvolvidas, quer
escola a escola, quer em iniciativas de âmbito nacional.
Este será um dia muito importante na acção e luta dos professores
que precede uma jornada ainda de maior importância, que decorrerá
no dia 19 de Janeiro – Greve
Nacional dos Professores e Educadores Portugueses.
A Plataforma Sindical dos Professores
DOCUMENTOS A UTILIZAR:
TOMADA DE POSIÇÃO:
para
uma s professores
Os/as professores/as da Escola/Agrupamento de
Escolas/Conservatório de Música de
_________________________________, reunidos no dia
13 de Janeiro, entendem que as
condições objectivas para a aplicação do modelo,
mesmo que simplificado, de avaliação do
desempenho não se alteraram, tendo em conta os
seguintes aspectos:
1. Os/as
docentes exigem que o modelo de avaliação da actividade docente
constitua um
instrumento fundamental de valorização da escola
pública e do desempenho dos/as professores/
as e educadores/as;
2.
Entendem que qualquer alternativa ao actual modelo de avaliação do
desempenho só
pode passar pelo fim da divisão artificial da
carreira em professores e titulares, uma fractura
que descredibiliza o próprio estatuto profissional
e a função docente;
3.
Consideram também que a simplificação agora publicada em Diário da
República (Decreto-
Regulamentar 1-A/2009, de 1 de Janeiro) despreza a
componente científica e pedagógica
do trabalho docente, ao mesmo tempo que, não
mexendo no essencial do modelo
e apresentando-se, apenas, como uma solução
transitória, visa ganhar tempo aproveitando-
se, cinicamente, do próprio calendário eleitoral
para fazer valer, no futuro, medidas por
todos rejeitadas;
4.
Entendem ser lamentável, contudo, que o ministério da Educação e o
Governo recorram
à ameaça e à chantagem para forçarem os docentes a
abdicarem da sua luta.
As declarações recentes do Secretário de Estado
Adjunto e da Educação são condenáveis num
quadro em que se iniciaram negociações entre
Sindicatos e Ministério, visando, designadamente,
rever a estrutura da carreira e o modelo de
avaliação do desempenho.
Com esta atitude, o Ministério da Educação revela
a sua intenção de manter este Estatuto da
Carreira Docente, mesmo que, para isso, tenha de
passar a ideia de que faz pretensas e irrelevantes
cedências, a troco do abandono da luta pelos/as
professores/as e educadores/as.
Assim, os/as professores/as e educadores/as
presentes na reunião (ou abaixo-assinados) decidem:
• Manter a luta contra a viabilização deste modelo
de avaliação do desempenho o
qual não é bom para o processo de ensino, para as
aprendizagens e para a supressão
das dificuldades inerentes ao próprio processo
educativo, sobre os quais a avaliação do
desempenho deve, também incidir;
• Manter a disponibilidade para continuar a luta
por um ECD que dignifique e valorize
Ministra da Educação: gme@me.gov.pt; Fax:
217 811 835
• Secretário de Estado Adjunto e da Educação:
se.adj-educacao@me.gov.pt; Fax: 217 811 763
• Secretário de Estado da Educação: see@me.gov.pt;
Fax: 217 811 721.
Dar conhecimento a:
Sindicatos da Plataforma Sindical dos Professores
GUIÃO:
GUIÃO:
Introdução
A luta que os professores e educadores portugueses vêm travando
nos últimos meses está centrada, no que se refere aos seus
objectivos mais determinantes, em 3 pontos:
Ø
Suspender este iníquo modelo de avaliação do desempenho docente
que a cega teimosia do ME e do Governo insistem em impor aos
professores portugueses
Ø
Acabar com a inqualificável fractura da carreira docente, dirigida
a dividir a profissão e a simular que uns profissionais são
diferentes dos outros sem o serem de facto
Ø
Abolir definitivamente os inaceitáveis conceitos de mérito só para
alguns, por encomenda, e que mais não visam que filtrar a
progressão na carreira, no único intento de poupar uns dinheiros
em troca da mais completa falta de estímulos ao bom desempenho
profissional que se espera de todos.
Estes 3 objectivos, sendo considerados centrais pela Plataforma
Sindical que vem dirigindo a luta dos professores, obviamente não
esgotam e não reflectem toda a ofensiva desencadeada de há mais de
3 anos para cá pela equipa dirigida pela Ministra da ducação e que
põem em causa, de uma forma já iniludível, a dignidade
profissional de toda uma classe.
Os professores já entenderam com clareza que o que está em causa é
o seu próprio espaço de afirmação profissional, a sua autonomia, a
sua identidade própria, a sua inquestionável disponibilidade para
gerir processos de ensino/aprendizagem cada vez mais exigentes mas
não menos importantes do que sempre foram, em qualquer lugar do
mundo em que se entenda a educação como um investimento para o
progresso das sociedades.
Os professores entenderam e assimilaram o conteúdo central da
resposta que são chamados a dar a esta violenta ofensiva e, por
isso se pode dizer, com verdade, que hoje a luta está nas escolas,
em cada local de trabalho, em todos os espaços em que a nossa
dignidade profissional se veja confrontada com a imposição, a
intolerância, a tentativa de subjugar profissionais dignos e
competentes a ditames administrativos e prepotentes.
Por isso, qualquer que seja o caminho dos decretos, simplificados
ou não, quaisquer que sejam as tentativas de intimidação, orais ou
escritas, este modelo de avaliação do desempenho docente não irá
para a frente. E não irá porque os professores assim o decidem
porque não o aceitam nem
aceitarão, e, ao mesmo tempo que reafirmam a sua vontade em
aceitar ser avaliados, recusam firmemente que isso aconteça com
base neste execrável modelo, a que darão, com a sua determinação e
a sua luta, o destino que merece – ser eliminado sem honra nem
memória como uma excrescência da escola pública e democrática que
todos defendemos.
Porém, este modelo de avaliação é uma parte significativa, conexa
e determinante de um Estatuto de Carreira Docente também imposto
aos professores sem o mais pequeno vislumbre de apoio sindical das
organizações que os representam. Um estatuto que o ME foi forçado
a rever mais cedo do que pensava, mas para cuja revisão parte com
a mesma postura arrogante de sempre, declarando à partida onde se
pode mexer e onde se queda inexpugnável o seu arbitrário reduto.
Os professores têm assim que deixar claro que esta revisão não
pode ter o mesmo sentido de “negociações” anteriores, que não se
vai desenrolar entre uma parte forte e outra fraca, que os
professores já suportaram (pela força da maioria absoluta) durante
3 anos e meio e que não estão dispostos a suportar mais do mesmo.
Acabou. Há um tempo para tudo. E o tempo da imposição já passou.
Agora, ou o ME clarifica devidamente até onde está disposto a ir,
que princípios irá colocar em mesa negocial, ou os sindicatos,
interpretando o mais profundo da luta que os professores vêm
desenvolvendo, dirão que não se deixam envolver em pretensas
negociações destinadas a acabar como as restantes, ou seja, com o
poder absoluto a impor o que pretende.
Em democracia não há poderes absolutos. Em democracia respeita-se
a diferença. Discute-se.
Procura-se incorporar outros contributos nas decisões finais.
Nada disto tem sido prática deste Governo. É tempo – há sempre um
tempo para tudo – de corrigir comportamentos.
Os professores têm que ser capazes de obrigar o Governo a ceder, a
admitir que uma revisão deste ECD não pode ser feita sem
retrocederem relativamente às suas principais premissas.
Na educação, para a educação, não é vantajosa a existência de duas
“carreiras” docentes, não é vantajosa a existência de quotas que
estrangulem o crescimento profissional, não é pensável tentar
compaginar um trabalho pedagógico de excelência com horários de
trabalho excessivos, sufocantes e limitadores da autonomia
profissional docente, não é, de todo, exequível teimar num modelo
de avaliação de desempenho docente que ninguém aceita. Corrijam-se
estas posições e estaremos numa situação em que será possível
negociar seriamente.
Registo de conclusões da
reunião:
Avaliação de desempenho este ano/Suspensão nas escolas
A Greve do dia 19 de Janeiro e a sua importância para o curso do
processo negocial de revisão do ECD
Conteúdos da negociação para a revisão do ECD
Estratégia Negocial
Acção a
desenvolver/Disponibilidade para a acção
ENVIAR
PARA O SINDICATO DA SUA ÁREA
NOVO - (12.01.09)
Organizações que integram a Plataforma entregam pré-aviso para
greve coincidente com a realização de aulas assistidas
As
organizações que integram a Plataforma Sindical dos Professores
fazem chegar, durante o dia de hoje, ao Ministério da Educação,
entre outras entidades a quem estão legalmente obrigados, um
Pré-Aviso de Greve às aulas assistidas, que abrangerá todos os
professores avaliadores que tenham de observar aulas para efeito
de avaliação. Este Pré-Aviso abrange o período compreendido
entre as 0H00 de 20 de Janeiro (iniciando-se no dia
seguinte à Greve Nacional dos Professores) e as 24H00 de 20 de
Fevereiro de 2009 (último dia antes da interrupção lectiva de
Carnaval).
Apesar da contestação dos professores e da crítica
generalizada a que tem estado sujeito, encontrando-se praticamente
isolado na defesa do seu modelo de avaliação, o Ministério da
Educação insiste em impô-lo às escolas mantendo nelas o clima de
intranquilidade e instabilidade que há muito aí se instalou.
Trata-se de um modelo burocratizado, inadequado, incoerente,
injusto, potenciador de conflitualidade, que não contribui para a
melhoria do desempenho dos docentes, que colide com o interesse
das escolas no que à sua boa organização e bom funcionamento diz
respeito, rejeitado pelos professores, iníquo no que ao
reconhecimento e distinção do mérito profissional diz respeito,
inexequível.
O facto de, anualmente, o Ministério da Educação simplificar os
procedimentos relativos à sua aplicação não altera a essência do
modelo, razão por que os professores e educadores continuam a
rejeitá-lo.
Poderão alguns docentes, pelas mais diversas
razões, requerer que, no âmbito daquele modelo, algumas as suas
aulas sejam assistidas. Os avaliadores, ainda que discordando
desse modelo, estarão obrigados a essa tarefa, excepto se, no
momento da sua concretização, se encontrarem em greve.
É no sentido de permitir aos professores com funções de avaliador
e que, nas circunstâncias referidas, terão de assistir às aulas de
outros colegas para fins de avaliação, que as organizações que
integram a Plataforma Sindical dos Professores entregaram no
Ministério da Educação um Pré-Aviso de Greve.
Esta, como outras formas de luta, de entre as
quais se destaca a Greve Nacional marcada para dia 19 de Janeiro,
orienta-se para o combate ao modelo de avaliação imposto pelo ME,
cuja suspensão continuam a exigir.
A Plataforma Sindical dos
Professores
NOVO - (05.01.09)
Greve de 19 de Janeiro cresce de importância com o processo de
revisão do ECD
A luta dos Professores e Educadores
obteve um significativo resultado ao obrigar o Ministério da
Educação a abrir um inesperado processo de revisão do Estatuto da
Carreira Docente (ECD), tal como vinham exigindo os docentes e as
suas organizações sindicais.
Para esse processo de revisão, as organizações
sindicais e os professores têm objectivos bem definidos: rever a
actual estrutura de carreira, de forma a eliminar a sua divisão em
categorias, substituir o actual modelo de avaliação e abolir as
quotas que condicionam a atribuição das menções mais elevadas,
revogar a espúria prova de ingresso na profissão, aprovar horários
de trabalho pedagogicamente adequados, recuperar o tempo de
serviço perdido por imposição legal, rever condições de
aposentação, entre outros que são sobejamente conhecidos�
Já o Ministério da Educação reafirmou, na
reunião de hoje, que os seus objectivos são os que se encontram no
Decreto-Lei n.º 15/2007, de 19 de Janeiro, ou seja, os que são
concretizados pelo actual ECD.
Face à abertura deste processo negocial de
revisão do Estatuto da Carreira Docente e à manifesta divergência
de objectivos entre o ME e os Sindicatos, ganha uma importância
acrescida a Greve Nacional dos Professores marcada para 19 de
Janeiro. Para além de continuarem a exigir a suspensão, este
ano, do modelo de avaliação imposto pelo ME (simplificado, mas com
a mesma natureza negativa), nesta Greve, os Professores tornarão
claros e inequívocos os seus objectivos para a revisão do ECD, com
o significado acrescido de se realizar no dia em que se
completam dois anos sobre a publicação deste "ECD do ME".
A revisão do ECD iniciar-se-á em 28 de
Janeiro (ou seja, poucos dias depois da Greve) e
prolongar-se-á até final do 2.º período lectivo. O primeiro
aspecto a rever será a "Prova de Ingresso", seguir-se-á a
estrutura de carreira (que inclui a sua actual organização em
categorias, bem como as remunerações) e a avaliação de desempenho,
bem como as condições de progressão na carreira. Para os
Sindicatos, deverão também ser revistos, entre outros aspectos, os
horários de trabalho e as condições de aposentação.
Por fim, e relativamente à avaliação de
desempenho que, este ano, o ME impôs aos docentes, não existem
razões para que os professores alterem a posição que vêm
manifestando e adoptando nas escolas, na medida em que nada de
fundamental ou significativo foi alterado com o regime imposto
para este ano. De facto, o ME simplificou os procedimentos, mas
não introduziu qualquer alteração de registo na matriz do modelo,
daí a rejeição pelos professores e educadores.
A Plataforma Sindical de Professores
NOVO - (18.12.08)
Plataforma Sindical
entrega ao ME abaixo-assinado exigindo suspensão da avaliação e
revisão positiva do ECD
A Plataforma Sindical
dos Professores entregará no Ministério da Educação, pelas 15
horas do próximo dia 22, segunda-feira, um abaixo-assinado em que
os professores reiteram as suas exigências de suspensão do modelo
de avaliação imposto pelo ME e em que exigem uma revisão do ECD
que permita, entre outros aspectos, substituir o modelo de
avaliação, abolir as quotas na avaliação e eliminar a divisão da
carreira em categorias.
A Plataforma Sindical dos Professores convida os(as) senhores(as)
jornalistas para acompanharem esta iniciativa. Após a audiência
solicitada ao ME, a Plataforma Sindical fará uma declaração à
comunicação social presente.
A Plataforma Sindical dos Professores
NOVO - (15.12.08)
SEM
ASSUMIR COMPROMISSOS, M.E. ADMITE REVER ASPECTOS DO E.C.D., MAS
SOBRE AVALIAÇÃO MANTÉM-SE INFLEXÍVEL
Na reunião realizada hoje, 15 de Dezembro, entre o Ministério
da Educação e a Plataforma Sindical dos Professores releva, em
primeiro lugar, o facto de a tutela não pretender voltar ao tema
da avaliação de desempenho e ao seu “simplex” para este ano, por
considerar assunto arrumado.
Todavia, para a Plataforma Sindical, esse é assunto que está
muito longe de se encontrar arrumado e o modelo imposto pelo ME
deverá continuar a ser combatido pelos professores e pelas
escolas. A Plataforma Sindical dos Professores denuncia o facto
de, em algumas escolas, estar a ser exigido aos professores que
preencham formulários ou apresentem requerimentos para que se lhes
aplique um regime de avaliação que não está em vigor. Finalmente,
a Plataforma alerta os docentes para a ilegalidade destes
procedimentos e lembra que:
- O decreto regulamentar ainda não foi aprovado pelo Governo;
- Após aprovação, carece de promulgação pelo Senhor
Presidente da República;
- De seguida, é necessário que seja publicado em Diário da
República;
- Aguarda-se, também, a votação, na Assembleia da República,
das Propostas de Lei que visam suspender, este ano, a avaliação de
desempenho e substituir o modelo do ME por uma solução
transitória;
- Havendo matéria, poderão, ainda, ser interpostas acções nos
Tribunais que suspendam a aplicação do novo quadro legal.
Mas, é evidente, a grande luta contra a aplicação do
modelo de avaliação é a que, nas escolas, tem levado os
professores e educadores a suspenderem a sua aplicação, luta
que deverá manter-se e crescer, continuando a contar com o
inequívoco e total apoio das organizações sindicais.
PLATAFORMA SINDICAL PRETENDE REVER O ECD, MAS COM OBJECTIVOS
BEM DEFINIDOS
Como aspecto central da reunião de hoje esteve a proposta
sindical de revisão do Estatuto da Carreira Docente (ECD). Para os
professores e para os seus Sindicatos o objectivo não é o de rever
por rever, mas o de rever com objectivos bem determinados: substituir o modelo de avaliação e abolir o regime de
quotas; alterar a estrutura da carreira docente e, nesse âmbito,
acabar com a divisão em categorias hierarquizadas; aprovar medidas
que contribuam para a melhoria das condições de exercício da
profissão e para a estabilidade dos docentes, designadamente
acabando com a prova de ingresso e intervindo em aspectos como os
horários de trabalho, os conteúdos das componentes lectiva e não
lectiva ou os requisitos para a aposentação.
Já o ME, aceitando que se estabeleça o leque de matérias a
negociar, recusa assumir compromissos de partida que apontem para
os objectivos a atingir em sede negocial, comprometendo-se,
apenas, a ouvir os Sindicatos e apreciar as suas propostas.
Os Sindicatos recordaram que, em todos os processos negociais
anteriores (horários de trabalho, ECD e suas regulamentações,
concursos ou, mais recentemente, o regime de avaliação a aplicar
este ano), o resultado final foi sempre favorável ao ME, que impôs
as suas soluções, e contrário aos professores que viram agravados
todos os quadros legais anteriores, mesmo os que já eram
extremamente negativos. Essa atitude anti-negocial do ME abalou
profundamente o clima de confiança que deveria existir por parte
dos docentes e dos seus sindicatos.
Os Sindicatos de Professores, em reunião que deverá
realizar-se na primeira semana de Janeiro para que se estabeleça
um calendário negocial, apresentarão a sua proposta sobre as
matérias a rever. Neste novo quadro há uma certeza: a
possibilidade de se obterem resultados positivos neste processo de
revisão do ECD dependerá, sobretudo, da luta dos professores que
não pode abrandar. Assim, torna-se necessário que:
1.º
Nas escolas, os professores mantenham suspenso o modelo de
avaliação do ME, o que constituirá um importante contributo
para a sua indispensável substituição;
2.º No dia 22 de
Dezembro, pelas 15 horas, se entregue no Ministério da Educação o
maior abaixo-assinado de sempre exigindo a suspensão, este ano,
da avaliação do ME e reiterando os objectivos negociais para a
revisão do ECD;
3.º O dia 13 de
Janeiro se transforme um grande dia de envolvimento dos docentes
portugueses, na Jornada Nacional de Reflexão e Luta, em
torno da avaliação de desempenho, da revisão do ECD e, também,
discutindo as formas de dar continuidade à sua luta pela
dignificação e valorização da profissão docente;
4.º No dia 19 de
Janeiro os professores e educadores portugueses voltem a fazer uma
Greve com a dimensão da realizada em 3 de Dezembro. Essa
Greve será determinante para o rumo das negociações com o ME.
A Plataforma Sindical dos Professores, unida em torno dos
objectivos fixados pela Manifestação Nacional de 8 de Novembro,
que juntou mais de 120.000 docentes, e reafirmados na Greve de 3
de Dezembro, que contou com uma adesão de 94%, apela aos
Professores e Educadores para que se mantenham atentos, unidos,
coesos e determinados. Esta é uma luta difícil e que se antevê
longa, mas cujo prosseguimento é inevitável. Para os docentes, em
causa está a exigência de estabilidade profissional e de condições
que contribuam para a qualidade do seu desempenho.
Para os professores e os seus sindicatos, para toda a
comunidade educativa e para o país, o importante é que se
encontrem soluções negociadas que devolvam às escolas a
tranquilidade e serenidade necessárias ao seu normal
funcionamento. Todos já compreenderam isso, só o Ministério da Educação e o Governo
parecem continuar alheios a esse desiderato, a crer, pelo menos,
na teimosia com que pretendem continuar a aplicar o seu modelo de
avaliação de desempenho.
A Plataforma Sindical dos Professores
NOVO - (12.12.08)
-
Presidente da República requereu ao Tribunal Constitucional
fiscalização preventiva do diploma de revisão do Código do
Trabalho
1. O Presidente da República requereu hoje
ao Tribunal Constitucional a fiscalização preventiva da
constitucionalidade da alínea a) do n.º 1 do art. 112.º do
decreto da Assembleia da República que aprova a revisão do
Código do Trabalho.
2. A norma em causa, que alarga para 180
dias a duração do período experimental da generalidade dos
trabalhadores, suscita particulares dúvidas, no caso do
trabalho indiferenciado, quanto à sua conformidade com a
exigência de proporcionalidade das leis restritivas de
direitos, liberdades e garantias. Dúvidas estas que,
tratando-se de um diploma com a importância do Código do
Trabalho, importa ver dissipadas antes da sua entrada em
vigor.
3. Nos termos do n.º 8 do art. 278.º da
Constituição, o Presidente da República solicitou que a
decisão seja proferida no prazo de 15 dias.
NOVO -
(12.12.08) -
NOTA À COMUNICAÇÃO SOCIAL
AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO DOS PROFESSORES:
IRONIA DO M.E. PROCURA DISFARÇAR AS SUAS FRAGILIDADES
A reunião de ontem, entre o
Ministério da Educação e a Plataforma Sindical dos Professores não
foi, de facto, de “agenda aberta” pela simples razão de, logo no
início, a Senhora Ministra da Educação ter afirmado que ouviria as
propostas sindicais, mas que o Governo “não suspendeu, não
suspende e não suspenderá” o seu modelo de avaliação de
desempenho. Ou seja, os Sindicatos poderiam apresentar as suas
posições, mas daí não decorreriam quaisquer consequências, o que
nega o espírito e uma verdadeira prática negocial.
Entre as propostas apresentadas
pela Plataforma Sindical, de que o Ministério da Educação não
gostou, e as do ME há, realmente, diferenças importantes. Desde
logo porque, para este, a avaliação é instrumento de gestão de
recursos, centra-se na vertente administrativa e assenta num
conceito hierarquizado de escola em que a vertente pedagógica é
desvalorizada; já para a Plataforma Sindical a avaliação, mesmo
nesta solução transitória a vigorar para apenas dois períodos do
corrente ano lectivo, deverá centrar-se na vertente pedagógica, na
actividade do professor na escola, tanto na sua componente
lectiva, como não lectiva.
Na proposta sindical o
procedimento de auto-avaliação é muito mais rigoroso, sério e
fundamentado do que pretende o ME com a sua grelha; o procedimento
de hetero-avaliação proposto pela Plataforma envolve o conselho
pedagógico e as estruturas intermédias de gestão, não só abrindo à
participação de mais actores, como evitando o recurso a
avaliadores de outras escolas; já o do ME assenta num único
avaliador que, no caso da simplificação, se reduz ao presidente do
órgão de gestão; o papel do órgão executivo, na proposta sindical,
é de atribuição e homologação das menções que são propostas pelo
órgão pedagógico, na do ME o conselho pedagógico é pura e
simplesmente posto de lado.
Em suma, a Plataforma Sindical dos
Professores defende uma avaliação a pensar nos alunos, pois
procura contribuir para a melhoria do desempenho dos professores;
já o ME releva o controlo dos docentes por via administrativa e
hierárquica, abandonando a componente científico-pedagógica.
Sem outros argumentos, o ME
limitou-se a ironizar e desvalorizar a solução que lhe foi
apresentada, quando deveria ter procurado acolher as propostas
apresentadas. Mas a sua obstinação é tal que, independentemente
das consequências que, da sua teimosia, resultará para as escolas,
quer, à viva força, avançar com o seu modelo e, nesse sentido, não
olha a meios… Faz mal, pois os professores continuarão a manter
suspenso um modelo que só pode ser defendido e imposto por quem já
pôs de lado o interesse da Escola Pública e o direito dos alunos a
um ensino de qualidade, só possível num quadro de estabilidade,
tranquilidade e serenidade que o Ministério da Educação recusa
criar.
Na reunião do próximo dia 15,
embora sem grandes expectativas, a Plataforma Sindical dos
Professores manter-se-á disponível para voltar a discutir e
negociar esta matéria.
A Plataforma
Sindical dos Professores
NOVO - (11.12.08)
-
PROPOSTA DA PLATAFORMA
SINDICAL DOS PROFESSORES
SOBRE SOLUÇÃO
TRANSITÓRIA DE AVALIAÇÃO PARA 2008/2009 E
ABERTURA DE PROCESSO
NEGOCIAL DE REVISÃO DO E.C.D.
1. SOLUÇÃO TRANSITÓRIA DE AVALIAÇÃO PARA 2008/2009
A Plataforma Sindical dos Professores reafirma a
sua profunda discordância com o regime de
avaliação imposto pelo ME, inclusive a proposta de
simplificação apresentada pela tutela em
finais de Novembro passado, pelo que considera
importante a existência, no presente ano
lectivo, de uma solução transitória de
avaliação, que seja exequível e não se centre em
procedimentos administrativos.
A Plataforma Sindical dos Professores considera
que o modelo transitório de avaliação do
desempenho dos docentes, até à negociação de outro
que substitua o que se encontra em vigor,
deverá ter em conta a realidade do funcionamento
das escolas e a especificidade do exercício
de funções docentes, assentando em critérios
essencialmente pedagógicos.
Assim, para que seja possível operacionalizar a
avaliação do desempenho no corrente ano
lectivo, a Plataforma Sindical dos Professores
propõe que a mesma assente nos seguintes
aspectos:
a)
Procedimento de avaliação centrado na auto-avaliação,
preferencialmente através de
documento de reflexão, acompanhado de um dossier organizado com a
planificação de aulas,
testes, estratégias de intervenção, entre outros
materiais do quotidiano lectivo do docente.
Admite-se, mas apenas se for essa a opção do
Conselho Pedagógico da escola / do agrupamento,
em alternativa ao relatório crítico de avaliação,
o recurso a grelha de avaliação;
b)
Procedimento de avaliação centrado na hetero-avaliação, com o
indispensável
envolvimento do Conselho Pedagógico, através de
comissão específica, e, tornando-se
necessário, das estruturas intermédias de gestão
escolar;
c)
Assiduidade, considerada nos termos previstos no artigo 46.º,
números 5 e 8 do Estatuto
da Carreira Docente;
d)
Homologação, pelo Conselho Executivo, da menção qualitativa a
atribuir ao docente, após
verificação, pela comissão criada no âmbito do
Conselho Pedagógico, das condições acima
referidas, ficando garantido o acesso às
instâncias de reclamação e de recurso previstas na lei.
Relativamente à atribuição das menções
qualitativas:
2
1. Tendo em conta a existência de quotas e as
claras injustiças surgidas no ano transacto em
virtude da ausência de critérios claros e
objectivos que pudessem ser aplicados, não deverão
ser atribuídas menções qualitativas que não sejam
as de “Insuficiente”, “Regular” ou “Bom”,
até porque esta é matéria para negociação futura;
2. Em qualquer dos casos, transitoriamente, a
atribuição das menções de insuficiente e de
Regular não produz efeitos.
e) Para a Plataforma Sindical dos Professores, a
frequência, com aproveitamento, de acções
de formação contínua deveria também ser
considerada. Todavia, pelo facto de, desde 1 de
Setembro de 2007, não ter existido oferta de
formação nos termos legalmente consagrados,
sendo os professores alheios a esse facto, estes
não podem, por essa via, ser penalizados.
2. PROCESSO NEGOCIAL DE REVISÃO
DO ESTATUTO DA CARREIRA DOCENTE (ECD)
As organizações que compõem a Plataforma Sindical
dos Professores propõem a abertura de
um
processo negocial de revisão do ECD, com início em Janeiro de
2009, de que resultem,
entre outros aspectos e medidas que contribuam
para a melhoria das condições de exercício da
profissão docente, designadamente para a fixação
de horários pedagogicamente adequados e
para a estabilidade dos professores e educadores,
a substituição do actual modelo de avaliação
de desempenho dos professores e a alteração da
estrutura da carreira, no sentido de eliminar a
sua divisão em categorias hierarquizadas.
Lisboa, 11 de Dezembro de 2008.
A Plataforma Sindical dos Professores
NOVO - (11.12.08)
-
MANIFESTO/ABAIXO-ASSINADO
Perante a
intransigência do Ministério da Educação em aplicar um modelo de
avaliação que interfere negativamente no funcionamento das
escolas, no desempenho dos professores, logo, nas aprendizagens
dos alunos", a Plataforma Sindical lança a partir de agora um
Manifesto
pela suspensão do modelo de
avaliação imposto pelo Governo, que
vai recolher, apenas numa semana, um número assinaturas, que se
espera recorde.
O Manifesto, com as assinaturas, será entregue no ME no
próximo dia 22 de Dezembro (segunda-feira).
No breve
texto que acompanha este Abaixo-Assinado, é reiterada a exigência
da suspensão do modelo burocrático do ME, a negociação de uma
solução transitória para este ano e a revisão do ECD, a partir de
Janeiro de 2009, "no sentido de substituir o actual modelo de
avaliação e eliminar a divisão da carreira docente nas categorias
de "professor" e "professor titular".
NOVO
- (12.12.08)
Negociações sobre avaliação este ano lectivo
«estão fechadas»
O processo de
negociações relativamente à avaliação dos professores neste
ano lectivo «está encerrado», disse hoje o secretário de
Estado Jorge Pedreira, que apelou aos sindicatos para
aceitarem a «legitimidade
democrática do Governo para governar»
«Relativamente à avaliação do
desempenho para este ano lectivo, as negociações terminaram e o
Governo aprovará muito em breve todas as medidas e instrumentos
legislativos e normativos que permitirão o desenrolar do processo
de avaliação para este ano lectivo», disse o
secretário de Estado Adjunto e da Educação à agência Lusa.
Jorge Pedreira manifestou, contudo, a disponibilidade da tutela
para «negociar a avaliação para os anos lectivos
posteriores, como estava previsto no memorando de entendimento»
que o ministério da Educação e os sindicatos dos professores
assinaram em Abril passado sobre esta matéria.
O secretário de Estado falou à Lusa em Coimbra, à margem da sessão
do lançamento do concurso ‘A nossa escola pela não violência’, da
Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género, e em que
participou também o secretário de Estado da Presidência do
Conselho de Ministros, Jorge Lacão.
«Esperamos que os sindicatos reconheçam e aceitem a
legitimidade democrática do Governo para governar»,
sublinhou, acrescentando que «há um tempo para ouvir,
para escutar, mas também há um tempo para decidir».
O secretário de Estado fez ainda «um apelo à reflexão
serena dos professores sobre as medidas que o Governo tomou».
«Esperamos que, com serenidade, os professores
analisem as medidas que o Governo tomou e que foram ao encontro
das preocupações deles. O Governo escutou, negociou, respondeu às
questões levantadas», sublinhou.
Questionado sobre o descontentamento da classe docente, Jorge
Pedreira disse esperar que «a insatisfação e o
protesto não atinjam de forma alguma os alunos e as famílias».
Quanto à proposta de avaliação apresentada pelos sindicatos,
manifestou «tristeza e desilusão»,
considerando que constitui «um inaceitável regresso ao
passado».
A Plataforma Sindical dos Professores, que reúne os 11 sindicatos
do sector, reuniram quinta-feira com a ministra da Educação para
lhe apresentarem uma proposta alternativa ao actual modelo de
avaliação.
O encontro terminou, porém, sem acordo, pelo que Governo anunciou
que avançará com a avaliação de desempenho já este ano lectivo,
embora de forma simplificada.
Quanto aos sindicatos, reforçaram o apelo aos professores para que
continuem a lutar, nas escolas, pela suspensão do processo de
avaliação, subscrevendo um manifesto que será entregue ao ME no
próximo dia 22 e que virá a ser «o maior
abaixo-assinado alguma vez realizado» no sector.
A greve nacional agendada para 19 de Janeiro vai igualmente
manter-se, não estando excluída a possibilidade de serem ainda
retomadas, no segundo período de aulas, as paralisações regionais
que a plataforma suspendeu na semana passada.
Apesar de não terem alcançado qualquer acordo, a ministra da
Educação e os sindicatos decidiram manter a reunião marcada para a
próxima segunda-feira que irá centrar-se, sobretudo, na discussão
do Estatuto da Carreira Docente (ECD).
Lusa /
SOL
NOVO - (09.12.08)
-
Primeira reunião da Plataforma com o ME será no dia 11
(quinta-feira)
O
Ministério da Educação divulgou, há alguns minutos, junto da
comunicação social, a realização de uma reunião com a Plataforma
Sindical dos Professores, amanhã, que, porém, apenas se realizará
na quinta-feira, dia 11.
De facto, hoje às 16 horas, a Plataforma foi
confrontada com um convite do ME para a realização de uma reunião,
que teria lugar amanhã pelas 14 horas, a qual, segundo o
Ministério da Educação, se destinaria a permitir que os
Sindicatos, mais cedo do que o previsto [dia 15], apresentassem as
suas propostas sobre avaliação de desempenho, bem como a definir
um calendário de negociações futuras.
Convocada com menos de 24 horas de antecedência e
com algumas organizações indisponíveis, tendo em conta os
compromissos que têm assumidos, foi contraproposto que a mesma se
realizasse na quinta, dia 11, também às 14 horas o que foi,
entretanto, aceite pelo Ministério da Educação.
Esta reunião não anula a que está prevista para
dia 15, antes a antecipa. Nela, cuja agenda, conforme
estabelecido, se encontra aberta, a Plataforma Sindical dos
Professores apresentará uma proposta de solução transitória de
avaliação para o ano em curso e proporá a abertura de um processo
negocial de revisão do ECD, de que resultem, entre outras medidas,
a substituição do modelo de avaliação em vigor e a eliminação da
divisão dos docentes pelas categorias de professor e
professor-titular.
PRESSÃO
INACEITÁVEL SOBRE OS ÓRGÃOS DE GESTÃO
O ME fez chegar hoje aos Presidentes dos Conselhos
Executivos, um mail, enviado pela DGRHE, em que os informa de que
estes deverão "desmentir informações que dêem como suspenso
o processo [de avaliação], nas escolas que dirigem."
Pretende o ME que os Conselhos Executivos desmintam a verdade. E a
verdade é que a avaliação, nas escolas, está suspensa!
É lamentável esta actuação do Ministério da
Educação para quem parece valer tudo, incluindo estes mails
em tom ameaçador. São estes procedimentos que, de há muito, vêm
criando uma enorme indignação nos professores e estão na origem do
clima de instabilidade que se vive nas escolas.
É reprovável e intolerável este comportamento de
quem, em primeiro lugar, deveria promover a tranquilidade e a
serenidade, indispensáveis ao bom funcionamento das escolas. Chega
a ser mesmo irresponsável�
A Plataforma Sindical dos Professores
9/11/2008
NOVO -
(09.12.08) -
Não
se trata de um texto-tipo, mas de um texto-base que poderá ser
usado sem qualquer alteração, mas também poderá ser adaptado,
alterado, aumentado... O que interessa é que o maior número de
posições possível seja enviado ao ME já neste dia 11.
Quanto à forma de aprovação, tanto pode ser por votação em
reunião, como na sala de professores, no intervalo, ou subscrito
ao longo do dia pelos professores. Fica ao critério de cada
escola, que optará pela forma que considerar a mais adequada,
expedita e que, no prazo de um dia de trabalho envolva mais
professores.
PLATAFORMA SINDICAL DOS PROFESSORES
Aos Professores e Educadores,
Junto segue a proposta de tomada de posição para ser aprovada no
dia 11 de Dezembro, quinta-feira.
1. Esta tomada de posição não se trata de um texto-tipo, mas de
um texto-base que poderá ser usado sem qualquer alteração, mas
também poderá ser adaptado, alterado, aumentado... O que
interessa é que o maior número de posições possível seja enviado
ao ME neste dia 11.
2. Quanto à forma de aprovação, tanto pode ser por votação em
reunião, como na sala de professores, no intervalo, ou subscrito
ao longo do dia pelos professores. Fica ao critério de cada
escola, que optará pela forma que considerar a mais adequada,
expedita e que, no prazo de um dia de trabalho envolva mais
professores.
TOMADA DE POSIÇÃO
Pela suspensão da actual avaliação de desempenho dos docentes;
pela revisão do ECD; por uma política educativa que promova a
qualidade do Ensino e defenda a Escola Pública
Perante a actual situação de conflito que o Ministério da Educação
criou com os docentes portugueses, não apenas em torno das
questões relacionadas com a avaliação de desempenho, o Estatuto da
Carreira Docente ou a legislação de concursos, mas, de uma forma
mais geral, em virtude de uma política educativa que tem
contribuído para a fragilização da Escola Pública, dificultado o
exercício da profissão docente e desvalorizado os profissionais,
tanto no plano social, como material, os professores (e/ou os
educadores) da Escola (Jardim de Infância ou Agrupamento)
_________________________
_________________________________________,
reunidos no dia 11 de Dezembro de 2008, aprovam as seguintes
exigências a apresentar ao Ministério da Educação e ao Governo:
1. Que seja suspenso o actual modelo de avaliação do desempenho,
superando, dessa forma, a situação de grande instabilidade que a
sua aplicação, ainda que de forma simplificada, está a causar ao
funcionamento das escolas, ao desempenho profissional dos docentes
e às boas aprendizagens e resultados escolares dos alunos;
2. Que se inicie um processo de revisão do Estatuto da Carreira
Docente de onde resulte, para além da substituição do modelo de
avaliação, incluindo a eliminação das quotas, a alteração da
estrutura da carreira, acabando com a divisão entre professores e
professores titulares, e a consagração de medidas que contribuam
para que se criem melhores condições de trabalho e de exercício da
profissão docente;
3. Que da reunião do próximo dia 15 de Dezembro, entre o
Ministério da Educação e a Plataforma Sindical dos Professores,
resulte a suspensão do modelo de avaliação, o início da negociação
de uma solução transitória para o ano em curso e a calendarização
do indispensável processo negocial de substituição do modelo em
vigor, no quadro mais geral de revisão do Estatuto da Carreira
Docente;
4. Uma profunda alteração do rumo negativo das políticas
educativas, de forma a garantir a indispensável qualidade da
Escola Pública e a reforçar a sua capacidade de responder
adequadamente às necessidades de todas as crianças e jovens que a
frequentam.
_______________________,
11 de Dezembro de 2008
Escola/ Jardim de Infância/ Agrupamento:
___________________________________
Aprovada por: _____________________________
(Unanimidade, Maioria - nestes casos referir o número de
professores que participaram na votação - ou garantir a subscrição
da tomada de posição pelos professores que a aprovam)
Enviar para:
• Primeiro Ministro: pm@pm.gov.pt; Fax: 213 951 616
• Ministra da Educação: gme@me.gov.pt; Fax: 217 811
835
• Secretário de Estado Adjunto e da Educação: se.adj-educacao@me.gov.pt;
Fax: 217 811 763
• Secretário de Estado da Educação: see@me.gov.pt; Fax: 217 811 721.
NOVO
(06.12.08) -
PLATAFORMA SINDICAL DOS PROFESSORES
______________________________________________________________________________
PROFESSORES EXIGEM SERIEDADE E BOA-FÉ NEGOCIAL…
OPTAM PELA VIA DO DIÁLOGO,
MAS NÃO TEMEM NEM DEIXAM CAIR A LUTA!
O Ministério da Educação, através
do Secretário de Estado Adjunto e da Educação, afirmou que a
agenda da reunião negocial prevista para 15 de Dezembro, afinal,
poderá não ser tão aberta quanto foi compromisso do próprio ME. É
o que parece transparecer da afirmação de que não estará em cima
da mesa a possibilidade de suspender o que, nas escolas, já está
suspenso: o actual modelo de avaliação. A Plataforma Sindical
dos Professores reafirma que, neste processo, se envolveu com
seriedade e boa-fé, optando, claramente, pela via negocial para
que se encontre uma saída para o conflito instalado. Por essa
razão suspendeu as greves regionais previstas para a próxima
semana, abrindo, assim, um espaço importante para o diálogo e a
negociação. Se a opção do Ministério da Educação for outra, a
de eternizar o confronto, então terá de assumir as
responsabilidades inerentes a quem impede que as escolas, este
ano, funcionem com tranquilidade e serenidade, conforme tem sido
apelo de toda a sociedade. A opção dos professores é clara,
pretendem a via negocial, mas a sua determinação é também
conhecida e, como já provaram, este ano, por diversas vezes, não
temem a luta, antes a assumem de forma coesa e em grande unidade!
Para tentar fazer valer as suas
posições o Ministério da Educação está, até, a utilizar a
plataforma informática que criou para efeitos de concurso por
candidatura electrónica e, durante a noite de ontem, enviou, por
mail, um comunicado a todos os professores. Não é a primeira vez
que o faz e, nos últimos tempos, essa plataforma informática tem
sido utilizada para pressionar, enganar e fazer passar a sua
propaganda junto dos professores, o que é lamentável e abusivo.
Por essa razão, em reunião recente, a Plataforma denunciou este
comportamento abusivo junto do Senhor Provedor de Justiça, por
considerar que esta é uma situação que constitui, até, uma
violação de dados confidenciais dos docentes. Isto a propósito da
utilização do ficheiro geral de professores que está em posse da
DGRHE, para efeito de concursos, para os pressionar, fazendo-lhes
chegar uma grelha de objectivos individuais de avaliação que
deveriam preencher.
No dia 15 de Dezembro, a
Plataforma Sindical dos Professores compromete-se a apresentar uma
proposta alternativa de solução transitória de avaliação, para
este ano, que, nesse dia, tornará pública, provando que há
soluções de maior qualidade para o ano em curso, que não passam
pelo modelo que, segundo a própria Ministra da Educação afirmou na
Assembleia da República, tem os dias contados. E proporá a
aprovação de um calendário negocial de revisão do Estatuto da
Carreira Docente de que resulte, para além da substituição do
modelo de avaliação, a eliminação das quotas de avaliação, o fim
da divisão dos docentes em professores e titulares e a aprovação
de regras que criem melhores condições de exercício das funções
docentes e estabilizem a profissão.
A possibilidade de, por fim, estas
matérias serem discutidas em mesa negocial que contará com a
presença de todos o Sindicatos da Plataforma, é a grande novidade
da reunião de dia 15 e esteve na origem da sua marcação.
Entretanto, a Plataforma Sindical
apela a todos os professores e educadores para que mantenham ou
decidam, se ainda não o fizeram, a suspensão da actual avaliação
nas suas escolas. Nada se alterou que pudesse levar a uma mudança
nas decisões das escolas e a suspensão de aplicação do modelo é
fundamental neste processo de luta, sendo mesmo, de todas, a acção
imediata de maior importância. Por essa razão, a Plataforma
Sindical dos Professores apoia as escolas e os professores neste
processo de suspensão que, na prática, está generalizado.
As acções dos professores e da sua
Plataforma Sindical, em
defesa da revisão do ECD e da qualidade da Escola Pública não
terminaram e serão prosseguidas, prevendo-se as seguintes
iniciativas:
- 11 de Dezembro:
aprovação de tomadas de posição, pelas escolas, de exigência de
revisão do ECD e de mudança das políticas educativas. Distribuição
de texto aos pais e encarregados de educação sobre as razões da
luta dos professores.
- Início do segundo período:
Jornada Nacional de Reflexão para debate e construção, pelos
professores, do seu modelo de avaliação, que será alternativo ao
do ME, bem como da definição das linhas essenciais para a revisão
do ECD.
- 19 de Janeiro de 2009:
Greve Nacional dos Professores e Educadores no dia em que se
completam dois anos sobre a publicação do ECD, acompanhada de
entrega, no ME, de um abaixo-assinado exigindo a revisão do ECD.
Entretanto, serão iniciados os
contactos necessários para que, ainda este ano lectivo, se realize
uma Marcha Nacional pela Educação que envolva toda a
comunidade educativa e, de forma mais geral, a sociedade
portuguesa, em defesa de uma política que promova a qualidade do
Ensino e da Educação e defenda a Escola Pública.
INFORMAÇÃO FINAL:
No âmbito das audiências
solicitadas pela Plataforma Sindical dos Professores, realiza-se
na próxima terça-feira, dia 9 de Dezembro, pelas 9.30 horas, uma reunião com o Senhor Presidente da Conferência Episcopal
Portuguesa. A audiência decorrerá na Casa de Nossa Senhora das
Dores, em Fátima.
A Plataforma
Sindical dos Professores
NOVO - (03.12.08)
PROFESSORES EM VIGÍLIA FRENTE AO ME
Vigília dos professores e educadores frente ao ME começa amanhã,
dia 4, pelas 10.00h, e prolonga-se, de forma ininterrupta, até às
22.00h do dia 5.
Depois de um
dia histórico para os professores e educadores portugueses a luta
continua, agora sob a forma de uma vigília frente às instalações
do Ministério da Educação com início amanhã, pelas 10.00 horas da
manhã.
Às 11.00h
haverá intervenções dos dirigentes da Plataforma Sindical dos
Professores. Pelas 17.00h haverá um outro momento de intervenções
e são esperadas algumas personalidades que virão manifestar a sua
solidariedade com a luta dos professores.
A vigília
continuará durante toda a noite e só terminará pelas 22.00h do dia
5.
A Plataforma Sindical dos Professores
NOVO - (03.12.08)
Plataforma Sindical promove conferência de imprensa: hoje, às
18h30, em Lisboa
Num dia em que os Professores e Educadores Portugueses deram uma
tremenda resposta à intransigência negocial do Ministério da
Educação e do Governo, designadamente em torno da avaliação do
desempenho e da revisão do ECD, e exigiram um rumo diferente para
as políticas educativas, a Plataforma Sindical dos Professores
promove uma
Conferência de Imprensa
Dia 3 de Dezembro, 18.30 horas
Hotel Marquês de Sá (Av. Miguel Bombarda, 130)
Nesta Conferência de Imprensa far-se-á o balanço
da Greve e avançar-se-ão com as perspectivas para o futuro, quer
em relação à continuação da luta dos professores, quer à exigência
de negociações sérias sobre o futuro modelo de avaliação do
desempenho, num quadro de revisão do ECD.
A Plataforma Sindical dos Professores
NOVO - (02.12.08)
GREVE NACIONAL DOS PROFESSORES, PREVISTA PARA AMANHÃ, SERÁ UMA DAS
MAIORES DE SEMPRE!
PROFESSORES LUTAM PELA DIGNIFICAÇÃO DA SUA PROFISSÃO
E EM DEFESA DA ESCOLA PÚBLICA !
A Greve
Nacional de Professores e Educadores prevista para amanhã, dia 3
de Dezembro, será uma das maiores de sempre. A unidade e coesão
dos professores fazem-se sentir como nunca e a sua expressão
traduzir-se-á numa elevadíssima adesão à greve de amanhã.
Ao partirem
para esta greve, os professores colocam como
objectivos estratégicos
a defesa dos superiores interesses da Escola Pública, da qualidade
do seu desempenho e das boas aprendizagens dos alunos.
No imediato, e como
pressuposto para o desbloqueamento da situação de profundo
conflito que se instalou entre o Ministério da Educação e os
professores, a exigência é a de suspensão do actual modelo de
avaliação, a negociação de uma solução transitória, para este ano,
que evite o recurso a actos administrativos e o início imediato da
negociação de um novo modelo de avaliação a vigorar no futuro.
Este novo
modelo de avaliação deverá ser negociado no âmbito de uma
indispensável revisão do
Estatuto da Carreira Docente que garanta, igualmente, a
eliminação das quotas de avaliação e a o fim da divisão dos
professores em categorias.
A bloquear o
desenvolvimento de qualquer quadro negocial que envolva o ME e as
organizações sindicais de professores encontram-se as posições de
um Ministério da Educação que,
intransigentemente, veta a possibilidade de suspender o seu modelo
de avaliação e de o substituir por outro. E, nesse
sentido, sem recuar ou ceder no que quer que seja, o ME
limitou-se, até agora e apenas para este ano, a simplificar
procedimentos do seu modelo de forma a garantir que se aplique.
Os professores
e educadores rejeitam essa simplificação por saberem que ela
representa a aplicação de um modelo que é incoerente, inadequado,
injusto e inaplicável. Os
professores exigem um modelo que seja cientificamente capaz,
pedagogicamente adequado e promotor de melhorias nas práticas
docentes e já o provaram em diversas acções que levaram
a efeito ao longo do mês de Novembro, desde logo a Manifestação de
dia 8, que juntou mais de 120.000 professores, e os protestos nas
capitais de distrito que decorreram ao longo de toda a semana
passada. Uma vez mais, amanhã, dia 3 de Dezembro, os professores
dirão qual a sua vontade e os Sindicatos de Professores mais não
terão do que respeitar e assumir as reivindicações da classe que
representam. É o que farão!
Recorda-se que,
a manter-se a intransigência do ME e do Governo, os professores
levarão por diante outras acções que já se encontram previstas,
como a vigília junto ao ME nos dias 4 e 5 de Dezembro e a
realização de novas greves, por regiões, entre 9 e 12 de Dezembro.
Está nas mãos do ME e do Governo saber interpretar o sentimento
dos professores e disponibilizar-se para que se encontre uma
solução para este profundo conflito
que, a não haver uma resposta positiva às reivindicações dos
docentes, tenderá a agravar-se.
Depois da Greve
de dia 3 de Dezembro, a Plataforma Sindical dos Professores
considera estarem criadas as condições indispensáveis para que,
num quadro absolutamente claro sobre a determinação dos
professores e as suas posições, as negociações avancem, tendo como
ponto de partida a suspensão do actual modelo de avaliação. Se o
Governo não compreender isto e se mantiver, obsessivamente, na
disposição de levar, até às últimas consequências, um braço de
ferro com os professores e educadores portugueses, estará a optar,
irresponsavelmente, por uma via que porá em causa o normal
desenvolvimento do ano lectivo.
É necessário que as escolas voltem a viver num clima de
tranquilidade, serenidade e estabilidade,
mas, para que assim seja, é necessário que o ME e o Governo deixem
de regar o incêndio com gasolina…
A Plataforma
Sindical dos Professores
NOVO - (02.12.08)
Plataforma Sindical dos Professores no Provedor de Justiça
Concretiza-se hoje a reunião que foi solicitada pela Plataforma
Sindical dos Professores, a qual decorre de uma decisão dos
120.000 docentes que participaram na Manifestação Nacional de 8 de
Novembro e que visa o estabelecimento de contactos com os diversos
órgãos de soberania.
A reunião solicitada ao Senhor Provedor de Justiça
realiza-se no quadro da contestação ao modelo de avaliação do
desempenho, de imposição de um regime de horário de trabalho
pedagogicamente inadequado e sujeito a sucessivos atropelos à lei
por parte da administração educativa e contra a imposição de
alterações à legislação dos concursos que subvertem,
designadamente o princípio da graduação profissional, entre outras
matérias.
Desde já se convidam os/as senhores/as jornalistas
para acompanharem esta importante reunião.
A Plataforma Sindical
NOVO
- (30.11.08)
Intransigência do ME impede
resolução do problema que o opõe aos professores!
GREVE DE
DIA 3 SERÁ MOMENTO IMPORTANTÍSSIMO DA LUTA DE TODOS OS
PROFESSORES!
As
organizações sindicais de professores abaixo referidas,
confrontadas com as declarações do Secretário de Estado Adjunto e
da Educação, proferidas no final de uma reunião partidária, de que
os Sindicatos não estariam disponíveis para negociarem uma saída
para o problema da avaliação de desempenho, esclarecem:
Os Sindicatos de Professores, nas reuniões das
diversas "mesas negociais" realizadas na passada sexta-feira,
manifestaram disponibilidade e estavam preparados para
apresentarem uma proposta de solução transitória de
avaliação para o ano em curso, em alternativa ao modelo
ministerial, ainda que simplificado;
Tal solução implicaria, obviamente, a suspensão
do actual modelo, de forma a que a avaliação se pudesse centrar
no professor e na sua actividade pedagógica;
A Ministra da Educação inviabilizou essa
negociação ao rejeitar, liminarmente, qualquer solução que
implicasse a suspensão do modelo em vigor, o que retirou sentido
à eventual apresentação formal da proposta sindical. Ou seja,
foi o ME quem colocou condições prévias ao vetar qualquer
solução que passasse pela suspensão do actual modelo de
avaliação;
A solução transitória defendida pelos Sindicatos
exige o envolvimento do professor, através da sua auto-avaliação,
e do conselho pedagógico da escola ou agrupamento, bem como do
conselho executivo na concretização de todo o processo de
avaliação de desempenho;
Naquelas reuniões, as organizações sindicais
manifestaram disponibilidade para iniciarem, desde já, a
negociação de um modelo alternativo de avaliação que seja
pedagogicamente adequado, cientificamente capaz e promova a
melhoria das práticas pedagógicas.
Ao contrário do que tem sido propalado pelo ME, os Sindicatos de Professores já apresentaram, por diversas
vezes, propostas sobre avaliação de desempenho. Só na actual
legislatura, fizeram-no por quatro vezes ao longo de todo o
processo de revisão do ECD e de regulamentação da avaliação,
contudo, numa atitude de inqualificável prepotência, o ME,
simplesmente, ignorou-as;
A negociação do novo modelo de avaliação do
desempenho deverá realizar-se no quadro de uma revisão do ECD
que permita, igualmente, eliminar as quotas de avaliação e
ultrapassar o problema da divisão dos professores em
?Professores? e ?Professores titulares?;
Face à intransigência do ME que, insensível aos
protestos dos professores e à realidade e ao interesse das
escolas, recusa suspender a avaliação e abrir um processo de
revisão do ECD no sentido antes referido, as organizações
sindicais de professores apelam:
1.º À Unidade dos professores nas escolas;
2.º À suspensão da avaliação nas escolas que ainda
não suspenderam;
3.º À PARTICIPAÇÃO DE TODOS OS PROFESSORES E
EDUCADORES NA GREVE NACIONAL DO PRÓXIMO DIA 3 DE DEZEMBRO,
CONSCIENTES DE QUE UMA FORTÍSSIMA ADESÃO A ESTA GREVE OBRIGARÁ O
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E O GOVERNO A ATENDEREM ÀS SUAS JUSTAS
REIVINDICAÇÕES.
Coimbra, 30 de Novembro de 2008
As organizações sindicais de
professores e educadores:
FENPROF (Mário
Nogueira, Secretário-Geral),
FNE (João Dias da Silva, Secretário-Geral),
SPLIU (Manuel Rolo, Presidente),
SNPL (Grasiela Rodrigues, Presidente),
SEPLEU (Pedro Gil, Presidente),
SINDEP (Carlos
Chagas, Presidente),
ASPL (Fátima Ferreira, Presidente),
SINAPE (Nóbrega Ascenso, Presidente),
SIPPEB (Eleonora Betencourt, Presidente),
SIPE (Júlia Azevedo, Presidente).
NOVO - (27.11.08)
NOTA
À COMUNICAÇÃO SOCIAL
SÓ A SUSPENSÃO DO ACTUAL MODELO DE AVALIAÇÃO
PODE DESBLOQUEAR SITUAÇÃO DE PROFUNDO CONFLITO
DO M.E. COM OS PROFESSORES
A Plataforma
Sindical dos Professores reunida hoje, em Lisboa, saúda todos os
Professores e Educadores que, ao longo da semana, se têm
manifestado nas capitais de distrito, destacando o facto de,
apenas com a realização das acções previstas para o norte e centro
do país, já terem participado cerca de 55.000 docentes.
Confirma-se, assim, o elevado grau de mobilização dos professores
portugueses que reivindicam um outro rumo para a política
educativa, a revisão do estatuto da carreira docente e a suspensão
do actual modelo de avaliação.
Entretanto, de
norte a sul do país, o Ministério da Educação, através das
respectivas DRE’s, tem vindo a promover reuniões com órgãos de
gestão das escolas e professores avaliadores dando orientações
para a aplicação de um diploma legal que ainda não existe e cuja
“negociação” apenas se inicia amanhã, sexta-feira, dia 28. É lamentável, embora reincidente,
esta postura antinegocial e antidemocrática do ME!
Nestas
reuniões, estão a ser exercidas pressões sobre os órgãos de gestão
para que estabeleçam prazos para a entrega dos objectivos de
avaliação pelos professores, estando implícito um clima de ameaça
que decorre de, sobre a mesa, estar um projecto que prevê a
avaliação dos presidentes dos conselhos executivos pelos
directores regionais de educação.
Mas os
professores, nas escolas, independentemente dos cargos que exercem
e das funções que assumem, não se deixam intimidar e mantêm a
exigência de suspensão do
actual modelo de avaliação!
Os professores
sabem que a simplificação proposta pelo Governo, para este ano,
tem um objectivo principal: aplicar um modelo de avaliação, ainda
que muito distorcido, que assenta na divisão da carreira em
categorias e na medição do mérito por quotas. E, por essa razão,
não se deixam enganar e rejeitam a simplificação.
E sabem, também
por isso, que mesmo que todos se candidatassem às menções de
“Excelente” e “Muito Bom”, 75% dos candidatos, por força da
aplicação das quotas, ficariam de fora.
Os professores estão unidos, coesos, fortes, esclarecidos e
conhecem as consequências que o modelo de avaliação tem na
qualidade do ensino, sabem como afecta o seu desempenho e como se
reflecte negativamente nas aprendizagens dos alunos.
É esta
exigência de suspensão
que as organizações que compõem a Plataforma Sindical defenderão,
amanhã, no ME. Caso este continue insensível aos apelos dos
professores, à realidade das escolas e às posições sindicais, a
luta continuará já no próximo dia
3 de Dezembro com a
realização da que se prevê seja uma das maiores greves de sempre
realizada pelos professores e educadores portugueses!
A Plataforma Sindical dos Professores
NOVO - (26.11.08)
OS
PROFESSORES NÃO SE DEIXAM ENGANAR!
M.E. SIMPLIFICA
PROCESSO PARA IMPOR O SEU MODELO DE AVALIAÇÃO!
O Ministério da
Educação pretende, teimosamente, manter o seu modelo de avaliação
que assenta em dois princípios inaceitáveis:
1.
o de que os professores se dividem em duas categorias;
2.
o de que o mérito do desempenho docente depende de quota e/ou de
vaga
disponível.
Mas o modelo de
avaliação do ME não é rigoroso, nem exequível e a prová-lo está o
facto de necessitar de ser "simplificado" de cada vez que se
aplica.
Porém, a "simplificação" que o ME propõe
está armadilhada e os professores não podem cair nas armadilhas:
1.
dispensa os professores da avaliação do seu desempenho pedagógico,
deslocando-a para os aspectos exclusivamente administrativos,
salvo requerimento em contrário;
2.
por outro lado, impõe, a quantos pretendam ter "Excelente" ou
"Muito Bom" (um direito que assiste a todos) a aplicação integral
do modelo (excepção, este ano, para o parâmetro dos "resultados e
abandono escolares"). Contudo, ainda que os professores se
submetam a todo o processo, nada garante essas "menções", pois
estão sujeitas às quotas de 5% e 20%, respectivamente;
3.
não cria condições mais favoráveis de horário para os avaliadores,
pois o eventual pagamento de algumas horas extraordinárias não
alivia a sua sobrecarga de trabalho;
4.
prevê a aplicação do SIADAP 2 aos presidentes dos órgãos de
gestão, o que iria contrariar o Decreto Regulamentar 2/2008, não
seria aplicável num momento em que o mandato já se encontra em
recta final (não permitindo os procedimentos iniciais previstos) e
apenas constituiria uma forma de pressão e ameaça sobre os
professores que presidem aos conselhos executivos. Os Sindicatos recorrerão aos
Tribunais se esta disposição se mantiver;
5.
cria um regime de excepção para este ano. Contudo, segundo
palavras da própria Ministra, aplicar-se-á na íntegra, apenas com
alguns ajustes, já a partir do próximo.
Até este momento,
não houve qualquer recuo ou cedência significativa do M.E., mas
apenas a tentativa de garantir a aplicação de um modelo de
avaliação que os professores rejeitam e as escolas suspendem.
Os Sindicatos de Professores assumirão, sexta-feira, nas reuniões
com o ME, as posições daqueles que representam:
1. Suspensão do actual modelo de
avaliação! (pressuposto prévio de verificação
obrigatória).
2. Negociação de
uma alternativa formativa de qualidade, cientificamente capaz e
pedagogicamente adequada.
Os Sindicatos
admitem uma solução transitória para o ano em curso que evite o
vazio legislativo e/ou um acto meramente administrativo.
Nesta matéria não
há espaço para soluções intermédias, nem entendimentos que não
passem pela suspensão imediata do actual modelo. É essa a vontade dos Professores e
o compromisso dos Sindicatos.
A suspensão deste
modelo de avaliação não pode continuar a ser adiada! A obstinação da Senhora Ministra
da Educação não pode continuar a criar dificuldades ao normal
funcionamento das escolas.
Os Sindicatos de Professores
NOVO - (25.11.08)
- CONCENTRAÇÕES
DISTRITAIS E MOÇÃO
CONCENTRAÇÕES DISTRITAIS
NORTE - 25 de Novembro
-
Braga - 21:00h - Praça do Pópulo
-
Bragança - 19:00h - Praça Cavaleiro Ferreira
-
Porto - 19:00h - Praça da Liberdade
-
Viana do Castelo - 19:00h - Praça da República
-
Vila Real - 19:30h - Praça Diogo Cão
CENTRO - 26 de
Novembro
-
Aveiro - 21:00h - Largo da Estação da CP
- Castelo
Branco - 20:30h - Frente ao Tribunal
- Coimbra
- 20:30h - Praça da República
- Guarda -
18:00h - Governo Civil
- Lamego -
17:00h - Soldado Desconhecido
- Leiria -
17:30h - Câmara Municipal
- Viseu -
17:00h - Rossio
Lisboa e Vale do
Tejo - 27 de Novembro
-
Lisboa - 18:30h - Frente ao ME - Av. 5 de Outubro
- Santarém
- 21:00h - Largo do Seminário
- Setúbal
- 21:00h - Av. Luísa Todi (frente ao Governo Civil)
- Caldas
da Rainha - 21:00h - Praça da Fruta
Sul (Alentejo e
Algarve)
-
Portalegre - 18:00h - Praça da República
-
Évora - 17:30h - Praça do Sertório
-
Beja - 17:30h - Largo de S. João
-
Faro - 20:30h - Coreto do jardim Manuel Bívar
GREVE NACIONAL
- 3 de
Dezembro
Vigília no
Ministério da Educação
- 4 e 5 de Dezembro
GREVES
REGIONAIS
- Norte - 9 de Dezembro
- Centro - 1o de Dezembro
- Lisboa e Vale do Tejo - 11 de Dezembro
- Sul - 12 de Dezembro
PRÉ-AViSOS DE GREVE
(avaliados e avaliadores)
- Aulas Assistidas - Cobertura legal para recusa deste
procedimento
GREVE NACIONAL
- 19 de Janeiro de 2009 - por ocasião dos dois anos de publicação
do ECD do ME
MOÇÃO
FACE À
INTRANSIGÊNCIA DO GOVERNO, PROFESSORES MANTÊM A SUA LUTA
Tendo em consideração que:
1.
As principais
reivindicações de carácter imediato que constam da Resolução
aprovada pelos professores e educadores, em 8 de Novembro, estão
por alcançar (suspensão do actual modelo de avaliação, correcção
das irregularidades e ilegalidades nos horários de trabalho e
recuo do ME nos aspectos essenciais do seu projecto de alteração
do regime de concursos);
2.
No que respeita à
avaliação de desempenho, o ME se limitou a apresentar algumas
linhas de simplificação que pretendem, apenas, a aplicação
efectiva do actual modelo já este ano, reafirmando, no entanto,
inflexibilidade quanto à sua alteração, mantendo uma solução que
assenta na divisão dos professores em categorias hierarquizadas…
… Os Professores e Educadores
presentes na Manifestação realizada no dia ___/___/_____, em
_______, reafirmam:
1.
A exigência de
suspensão do actual modelo de avaliação do desempenho e o início
de negociações com vista à sua substituição;
2.
O empenhamento em
manter ou, caso ainda não tenham decidido na sua escola, suspender
a aplicação do actual modelo de avaliação;
3.
A necessidade de
serem corrigidas todas as irregularidades e ilegalidades
existentes nos seus horários de trabalho;
4.
A sua rejeição face
às alterações que o ME pretende introduzir no actual regime de
concursos;
5.
A exigência de
revisão do ECD, não apenas no que respeita ao modelo de avaliação
que consagra, como, entre outros aspectos, à divisão da carreira
em categorias hierarquizadas, à existência da prova de ingresso,
às regras de organização dos horários de trabalho e aos requisitos
para a aposentação;
6.
A sua determinação
para que seja concretizado o calendário de lutas aprovado pela
Plataforma Sindical dos Professores, na sequência da Manifestação
de 8 de Novembro que reuniu mais de 120.000 docentes, caso o ME
mantenha a sua posição de intransigência em relação às
reivindicações dos professores e educadores.
Data ____/____/______
Os Professores e Educadores
-
NOVO - (20.11.08)
-
Medidas para melhorar o processo de avaliação dos professores
Ministério da Educação
Medidas para melhorar o processo de avaliação
dos professores
1. O Governo sempre esteve disponível para
dialogar com as escolas, os professores e os sindicatos sobre
todas as reformas na educação e, em especial sobre a avaliação
dos professores. Foi esse diálogo, aliás, que permitiu a
celebração, a 12 de Abril do corrente ano, de um Memorando de
Entendimento entre o Governo e os sindicatos, onde ficaram
reguladas, de comum acordo, as condições de prosseguimento do
processo de avaliação nos anos lectivos de 2007/2008 e
2008/2009.
2. Agora, mais uma vez, o Governo tomou a
iniciativa de promover o diálogo e dispôs-se a ouvir as escolas,
os professores, os sindicatos, os pais e diversos outros agentes
do sistema educativo. O objectivo do Governo é resolver os
problemas, para qualificar a escola pública.
3. Este processo de auscultação e diálogo
permitiu identificar os três principais problemas que as escolas
e os professores têm sentido na concretização da avaliação:
O problema da existência de avaliadores de
áreas disciplinares diferentes das dos avaliados;
O problema da burocracia; e
O problema da sobrecarga de trabalho inerente
ao processo de avaliação.
4. Nenhum dos problemas identificados, apesar
das dificuldades práticas que possa colocar, põe em causa os
pilares essenciais do modelo de avaliação:
A avaliação interna, pelos pares, conhecedores
da realidade das escolas e do respectivo nível de ensino;
A valorização do desempenho integral dos
professores, ponderando não apenas o grau de cumprimento dos
seus deveres funcionais, mas também a qualidade
científico-pedagógica do trabalho desenvolvido com os alunos e
outros elementos relevantes como a participação na vida da
escola, o envolvimento em projectos, o exercício de cargos e a
conclusão de acções de formação;
Uma avaliação com consequências, no aspecto
formativo, no desenvolvimento da carreira e na atribuição de
prémios de desempenho.
5. Os problemas identificados têm solução. É
perfeitamente possível melhorar o processo de avaliação, indo ao
encontro das principais preocupações dos professores, corrigindo
o que deve ser corrigido e simplificando tudo o que pode ser
simplificado – e fazer este ano lectivo uma avaliação séria dos
professores.
6. Para isso, o Governo decidiu avançar com um
conjunto de medidas, de aplicação imediata, que introduzem
alterações importantes nas condições de aplicação do modelo de
avaliação e que resolvem o essencial dos problemas que foram
levantados. As medidas são as seguintes:
Primeira medida, garantir que os professores
são avaliados por avaliadores da mesma área disciplinar.
Segunda medida, dispensar, neste ano lectivo,
o critério dos resultados escolares e das taxas de abandono,
tal como recomendado pelo Conselho Científico da Avaliação dos
Professores.
Terceira medida, rever e simplificar as fichas
de avaliação e auto-avaliação, bem como os instrumentos de
registo.
Quarta medida, dispensar as reuniões entre
avaliadores e avaliadosem caso de acordo tácito (quer sobre os
objectivos individuais, quer sobre a classificação proposta).
Quinta medida, a observação de aulas fica
dependente de requerimento dos interessados e é condição
necessária para a obtenção da classificação de Muito Bom ou
Excelente.
Sexta medida, reduzir de três para duas o
número mínimo de aulas a observar, ficando a terceira
dependente de requerimento do professor avaliado.
Sétima medida, simplificar o regime de
avaliação dos professores avaliadores e compensar nos
respectivos horários a sua sobrecarga de trabalho.
7. As medidas propostas pelo Governo, e que
serão submetidas a um processo de discussão com os parceiros
interessados, destinam-se a resolver os principais problemas
suscitados pelos professores. Assim, o processo de avaliação,
conservando os pilares essenciais do modelo, fica
consideravelmente mais simples, não se justificando, nestas
condições, qualquer suspensão.
8. A convicção do Governo é que a concretização
da avaliação dos professores representará um grande avanço na
qualificação da escola pública e no reconhecimento do desempenho
dos docentes.
9. O Governo reafirma a sua disponibilidade
para, como anteriormente acordado, realizar em Junho/Julho uma
negociação com os sindicatos sobre as alterações a introduzir
para o futuro no processo de avaliação dos professores.
NOVO - (20.11.08)
-
Plataforma Sindical reúne com o BE
Na
sequência do pedido de audiências às direcções partidárias, a
Plataforma Sindical dos Professores reunirá amanhã, dia 21, pelas
11.00 horas, com o Bloco de Esquerda, na sua sede nacional.
Nestas reuniões, a Plataforma apresenta as suas
preocupações face à situação que actualmente se vive na Educação
e, em particular, às nefastas consequências que tem para o
funcionamento das escolas, o desempenho dos professores e as
aprendizagens dos alunos, a aplicação do modelo de avaliação do
desempenho dos professores.
A Plataforma Sindical dos Professores
NOVO - (19.11.08)
-
Plataforma Sindical reúne com o PSD
Na
sequência do pedido de audiências às direcções partidárias, a
Plataforma Sindical dos Professores reunirá amanhã, dia 20, pelas
15.00 horas, com o PSD, na sua sede nacional.
Nestas reuniões, a Plataforma apresenta as suas
preocupações face à situação que actualmente se vive na Educação
e, em particular, às nefastas consequências que tem para o
funcionamento das escolas, o desempenho dos professores e as
aprendizagens dos alunos, a aplicação do modelo de avaliação do
desempenho dos professores.
A Plataforma Sindical dos Professores
NOVO -
(18.11.08) -
Plataforma Sindical reúne com o PCP
Na
sequência do pedido de audiências às direcções partidárias, a
Plataforma Sindical dos Professores reunirá amanhã, dia 19, pelas
14.00 horas, com o PCP, na sua sede nacional.
Nestas reuniões, a Plataforma apresenta as suas
preocupações face à situação que actualmente se vive na Educação
e, em particular, às nefastas consequências que tem para o
funcionamento das escolas, o desempenho dos professores e as
aprendizagens dos alunos, a aplicação do modelo de avaliação do
desempenho dos professores.
A Plataforma Sindical dos Professores
NOVO -
(17.11.08)
Plataforma Sindical reúne com o
Presidente da Comissão de Educação e Ciência da Assembleia da
República
Na
sequência do pedido de audiências , a Plataforma Sindical dos
Professores reunirá amanhã, dia 18, pelas 11.00 horas, com o
Presidente da Comissão de Educação e Ciência da Assembleia da
República António José Seguro.
Nestas reuniões, a Plataforma apresenta as suas
preocupações face à situação que actualmente se vive na Educação
e, em particular, às nefastas consequências que tem para o
funcionamento das escolas, o desempenho dos professores e as
aprendizagens dos alunos, a aplicação do modelo de avaliação do
desempenho dos professores.
A Plataforma Sindical dos Professores
NOVO -
(17.11.08) -
Plataforma Sindical anuncia intenso e mobilizador plano de
acção e lutas até Janeiro de 2009
Na
sequência da reunião realizada nesta segunda-feira, dia 17, em
Lisboa, em que analisou pormenorizadamente a actual situação no
Ensino, "marcada pela extraordinária Manifestação de 8 de Novembro
e pelo processo de suspensão da avaliação que está em curso nas
escolas portuguesas" e também pela necessidade de continuar a
luta, a Plataforma Sindical dos Professores anunciou para
o próximo mês de
Dezembro
:
- uma Greve Nacional dos Educadores e Professores no dia
3;
- uma Vígília com
permanência 24 sobre 24 horas à porta do ME nos dias 4 e 5;
- greves regionais de
9
a 12
- Na
semana que começa a 15
de Dezembro,
se não houver resposta favorável do ME quanto à suspensão da
avaliação, serão accionados novos pré-avisos de
greve, coincidindo com as avaliações dos alunos
- No dia 19 de Janeiro de 2009, por ocasião dos dois anos de
publicação do "ECD do ME", haverá nova Greve Nacional para
encerrar todas as escolas do País nesse dia
A realização de uma reunião com
a Comissão de Educação e Ciência da Assembleia da República, nesta
terça-feira, 18 de Novembro, às 11h00, é a primeira de um vasto e
diversificado conjunto de acções que a Plataforma Sindical dos
Professores vai desenvolver nas próximas semanas, cumprindo e
dinamizando a Resolução aprovada no
Marquês de Pombal, no passado dia 8 de Novembro, pelos 120 000
educadores e professores que deram vida a essa histórica jornada.
Além de pedir
audiências às direcções dos partidos políticos com assento
parlamentar, ao Presidente da República, ao Provedor de Justiça e
à Conferência Episcopal, a Plataforma vai divulgar em breve uma
Carta Aberta, dirigida não só aos
docentes como a todos os outros cidadãos portugueses, como revelou
Mário Nogueira na conferência de imprensa realizada ao fim da
tarde desta segunda-feira, 17 de Novembro, em Lisboa, estando
presentes na Mesa representantes de todas as organizações que
integram a Plataforma.
Outras
decisões tomadas: será divulgado, em tempo oportuno, um
pré-aviso de greve a todas as aulas assistidas no âmbito da
avaliação do desempenho que o ME quer impor.
"Ao primeiro acto de avaliação praticado por avaliador sem
delegação de competências publicada em Diário da República, será
de imediato interposta providência cautelar, para impedir esses
actos ilegais", destacou Mário Nogueira.
De igual modo,
acrescentou, as organizações sindicais avançarão com pedido de
nova providência cautelar perante situações de intervenção de
avaliadores, com delegação de competências publicada no jornal
oficial, "mas que concorram para a mesma quota, o que é
incompativel".
Qualquer
simplificação do modelo do ME que não passe por um quadro legal,
despoletará a solicitação de providência cautelar, como garantiu o
porta-voz da Plataforma Sindical, que anunciou ainda uma rápida
recolha (num período de mais ou menos duas semanas) de assinaturas
contra as propostas do ME no âmbito do regime de concursos. "Este
Aabiaxo-Assinado será um ponto alto nesta frente de batalha",
observou o dirigente sindical.
No dia 19 de
Janeiro de 2009 (dia de Greve) vai ser entregue um outro
Abaixo-Assinado, subscrito por milhares de docentes, que exigem "a
revisão do ECD com objectivos bem definidos", nomeadamente o fim
da fractura da carreira e a rejeição da prova de ingresso.
A suspensão da
avaliação é a prioridade da luta ao longo desta semana, como o
porta-voz da Plataforma, deixando um forte apelo para o reforço
das tomadas de posição, "escola a escola".
Manifestações em todas
as 18 capitais de distrito
De 25 a 28 de Novembro decorrerão concentrações e manifestações de
educadores e professores em todas as capitais de distrito e
noutras cidades do país, de acordo com o seguinte calendário: 25 - Norte; 26 - Centro;
27 - Lisboa e Vale do Tejo; 28 - Sul
(Alentejo e Algarve). Os locais e horários destas acções,
que evidenciarão "uma grande afirmação dos professores nas
ruas", serão oportunamente divulgados.
Depois do feriado do 1 de Dezembro e da preparação da luta no dia
2, haverá Greve Nacional dos Educadores e Professores Portugueses
no dia 3, seguida de vigília em permanência (24 sobre 24 horas) à
porta do Ministério da Educação na Av. 5 de Outubro, nos dois dias
seguintes (4 e 5 de Dezembro). As faltas dos professores que
participem nesta acção serão justificadas ao abrigo da lei
sindical.
Greves regionais
Dia 9 de Dezembro marcará o regresso às greves diárias, de âmbito
regional. Assim, no dia 9 paralisam os educadores e professores do
Norte, no dia 10 será a vez do Centro, depois a 11 param os
docentes da área da Grande Lisboa e no dia 12 os do Alentejo e
Algarve.
Na semana que começa a 15 de Dezembro, se não
houver resposta favorável do ME quanto à suspensão da avaliação,
serão accionados novos pré-avisos de greve, coincidindo com as
avaliações dos alunos.
"A luta é um
meio não é um fim. Para nós, organizações sindicais, o fundamental
não é fazer a luta pela luta. Mas que fique claro: não
hesitaremos um minuto se o ME não declarar a suspensão deste
burocrático modelo de avaliação. Está tudo nas mãos do ME".:
NOVO - (11.11.08)
AVALIAÇÃO
AINDA NÃO FOI SUSPENSA
O Ministério da
Educação divulgou uma nota à comunicação social em que desmente o
teor de mensagens que afirmam que a avaliação teria sido suspensa.
Segundo umas, por iniciativa do ME, para outras tratar-se-ia de
deferimento de providência cautelar pelo tribunal do Porto.
De facto, estas
informações que circulam por sms e em mails são falsas, mas o
curioso é que só agora o ME as tenha desmentido. Elas foram postas
a circular poucos dias antes da Manifestação de dia 8, os
Sindicatos denunciaram-nas oportunamente, num caso, até, emitindo
um comunicado, pois tais mensagens tinham a clara intenção de
desmobilizar os professores para a acção de dia 8, convencendo-os
de que não faria sentido exigir o que já estava conseguido.
Portanto, não
estando suspensa a avaliação, compete aos professores e
educadores, nas suas escolas, tomar essa iniciativa, e aos
Sindicatos, unidos na sua Plataforma, manter toda a pressão sobre
o ME e o Governo para que o façam, a bem do funcionamento das
escolas. Neste processo, releva o facto de os Professores e
Educadores, ao contrário do ME, se moverem em nome dos superiores
interesses da defesa da Escola Pública, da melhoria das
aprendizagens dos seus alunos e da defesa da dignidade da
profissão docente.
A Plataforma Sindical dos Professores
NOVO - (10.11.08)
PLATAFORMA
SINDICAL ENVIA, À MINISTRA DA EDUCAÇÃO REIVINDICAÇÕES APROVADAS
PELOS PROFESSORES
No passado dia 8 de Novembro, no final da Manifestação
Nacional de Professores que reuniu, em Lisboa, mais de 120.000
docentes, foi aprovada uma Resolução em que os Professores e
Educadores presentes, movidos pelo superiores interesses da defesa
da Escola Pública, da melhoria das aprendizagens dos seus alunos e
da defesa da dignidade da profissão docente, declaram:
A
sua exigência de suspensão do processo de avaliação de
desempenho dos docentes que, nas escolas, está, objectivamente,
a dificultar o seu funcionamento e a prejudicar o próprio
desempenho dos professores;
Apoiar a decisão da Plataforma Sindical dos Professores de
suspender a participação na comissão paritária de acompanhamento
da aplicação da avaliação;
Apoiar a antecipação do processo negocial de alteração do modelo
de avaliação do desempenho, que deverá ter lugar no âmbito de um
processo mais amplo de revisão do ECD que garanta, entre outros
objectivos:
o
Eliminar a divisão
dos professores em categorias hierarquizadas, bem como todos os
constrangimentos administrativos à progressão na carreira;
o
Acabar com a prova
de ingresso na profissão;
o
Estabelecer regras
pedagogicamente relevantes para organização dos horários dos
professores;
o
Fixar regras
excepcionais para a aposentação dos docentes, tendo em conta o
elevado desgaste físico e psicológico provocado pelo exercício
continuado da profissão;
Rejeitar as propostas apresentadas pelo Ministério da Educação
para revisão da legislação de concursos. Estas, a serem
aprovadas, provocariam situações de ainda maior instabilidade
dos docentes, para além de, não prevendo qualquer mecanismo para
a vinculação dos professores, se destinarem a satisfazer
necessidades permanentes das escolas recorrendo a professores
contratados;
Exigir a correcção de todas as irregularidades e ilegalidades
cometidas na elaboração dos horários de trabalho e o pagamento
de serviço docente extraordinário em todas as situações em que,
por impossibilidade comprovada, não seja possível respeitar o
disposto na legislação em vigor;
Exigir, no âmbito de uma revisão da legislação relativa à
direcção, gestão e administração das escolas, que se determinem
condições que viabilizem a concretização dos princípios da
autonomia, da participação e do funcionamento democrático dos
órgãos;
Considerar inaceitáveis as medidas aprovadas pelo Governo que
visam limitar a organização e o exercício da actividade
sindical.
A Plataforma Sindical dos Professores assumindo aquelas decisões
enviou-as, hoje, à Ministra da Educação. Também ao longo do dia de
hoje, as organizações que integram a Plataforma Sindical
informaram a Ministra da Educação que suspendem a sua participação
na comissão paritária de acompanhamento da aplicação da avaliação
de desempenho.
A
Plataforma Sindical dos Professores
RESOLUÇÃO DA MANIFESTAÇÃO DE
PROFESSORES E EDUCADORES REALIZADA EM 8 DE NOVEMBRO DE
2008
Os Professores e Educadores presentes na
grandiosa Manifestação Nacional realizada em 8 de Novembro,
movidos pelo superiores interesses da defesa da Escola
Pública, da melhoria das aprendizagens dos seus alunos e da
defesa da dignidade da profissão docente, declaram:
Agir para que, em cada uma das suas escolas, todos os
professores se comprometam com a decisão de suspender a
avaliação de desempenho e recusem concretizar qualquer
actividade que conduza à instalação ou desenvolvimento do
modelo imposto pelo ME, tornando pública a sua decisão;
Apoiar a decisão da Plataforma Sindical dos Professores
de suspender a participação na comissão paritária de
acompanhamento da aplicação da avaliação;
Apoiar a antecipação do processo negocial de
alteração do modelo de avaliação do desempenho, que
deverá ter lugar no âmbito de um processo mais amplo de
revisão do ECD que garanta, entre outros objectivos:
Eliminar a divisão dos professores em categorias
hierarquizadas, bem como todos os constrangimentos
administrativos à progressão na carreira;
Acabar com a prova de ingresso na profissão;
Estabelecer regras pedagogicamente relevantes para
organização dos horários dos professores;
Fixar regras excepcionais para a aposentação dos
docentes, tendo em conta o elevado desgaste físico e
psicológico provocado pelo exercício continuado da
profissão;
Rejeitar as propostas apresentadas pelo Ministério da
Educação para revisão da legislação de concursos.
Estas, a serem aprovadas, provocariam situações de ainda
maior instabilidade dos docentes, para além de, não prevendo
qualquer mecanismo para a vinculação dos professores, se
destinarem a satisfazer necessidades permanentes das escolas
recorrendo a professores contratados;
Exigir a correcção de todas as irregularidades e
ilegalidades cometidas na elaboração dos horários de
trabalho e o pagamento de serviço docente extraordinário
em todas as situações em que, por impossibilidade
comprovada, não seja possível respeitar o disposto na
legislação em vigor;
Exigir, no âmbito de uma revisão da legislação relativa
à direcção, gestão e administração das escolas, que
se determinem condições que viabilizem a concretização dos
princípios da autonomia, da participação e do funcionamento
democrático dos órgãos;
Considerar inaceitáveis as medidas aprovadas pelo
Governo que visam limitar a organização e o exercício da
actividade sindical.
Face a este quadro tão negativo, os Professores e
Educadores presentes na Manifestação de 8 de Novembro, que
voltou a reunir em Lisboa mais de dois terços dos docentes
portugueses, concordam envolver-se empenhadamente na
concretização das seguintes iniciativas e acções de luta, caso
o Ministério da Educação e o Governo mantenham, perante os
Professores e a Escola Pública, a mesma atitude:
Novo protesto nacional, descentralizado pelas
capitais de distrito, de acordo com o seguinte calendário:
25 de Novembro - Norte;
26 de Novembro - Centro;
27 de Novembro - Grande Lisboa;
28 de Novembro - Sul;
Aprovação, antes, ou após, cada reunião de conselho de
turma, conselho de docentes ou de qualquer outra estrutura
intermédia de gestão das escolas, de posições de
exigência de mudança profunda do rumo da actual política
educativa;
Distribuição, a todos os pais e encarregados de
educação, de um texto que explique as razões da luta dos
professores e as consequências extremamente negativas, para
os alunos, das políticas educativas do Governo;
Encerramento de todas as escolas e jardins de infância
no dia 19 de Janeiro de 2009, Dia Nacional de Luto
dos Professores e Educadores Portugueses, em que se
completam dois anos sobre a publicação do Estatuto da
Carreira Docente, com a realização de uma Greve Nacional
de todos os Professores e Educadores, em protesto contra
o ECD do ME e pela sua imediata revisão.
Para além destas acções, os Professores e Educadores não
excluem o recurso a outras formas de luta, ainda no primeiro
período lectivo, designadamente o recurso à Greve, caso
o Ministério da Educação não suspenda a aplicação da avaliação
de desempenho e não recue em matéria de concursos.
Finalmente, os professores, disponibilizam-se para, ainda
este ano lectivo, participarem numa Marcha Nacional pela
Educação que envolva, para além dos professores, pessoal
não docente das escolas, estudantes, pais e encarregados de
educação, bem como todos os que considerem indispensável a
profunda alteração do rumo da actual política educativa, para
o que mandatam a Plataforma Sindical para desenvolver, desde
já, os contactos necessários.
Os professores e educadores mandatam também a Plataforma
Sindical dos Professores para solicitar reuniões a todos os
Grupos Parlamentares e à Comissão Parlamentar de Educação e
Ciência para que sejam expostas as razões dos professores
e educadores e a necessidade de a Assembleia da República
intervir neste processo suspendendo a avaliação, caso o
governo não tome essa iniciativa.
Lisboa, 8 de Novembro de 2008
(05.11.08) -
Enorme dimensão da manifestação de dia 8 (sábado) obriga à
alteração do local de concentração e do percurso
A
Plataforma Sindical dos Professores torna público que, devido à
grande dimensão do Plenário e Manifestação Nacional de
Professores, previstos para dia 8 de Novembro (sábado), o local de
concentração e percurso inicialmente definidos, tiveram de ser
alterados.
Assim, o Plenário Nacional realizar-se-á na
Alameda da Cidade Universitária de Lisboa, tendo início às 15
horas. De seguida, os professores e educadores presentes
deslocar-se-ão, em manifestação, para os Restauradores onde,
no final, será posta à votação a Moção que, sendo aprovada, será
enviada a todas as entidades e órgãos de soberania que se
entenderem adequados.
Tendo em consideração o número de autocarros que
já hoje se encontra reservado, bem como as informações que,
diariamente, chegam das escolas da Grande Lisboa (em que os
professores se deslocarão de modo próprio) tudo indica que esta
será mais uma mega acção de protesto dos Professores Portugueses,
que, passando da indignação à exigência, pretendem que os deixem
ser Professores!
Tal só será possível com uma profunda inversão no rumo das
actuais políticas educativas.
A Plataforma Sindical dos Professores
INFORMAÇÕES ÚTEIS:
Metro: Cidade Universitária
Autocarros da Carris:
35 (C. Sodré-Hospital de Santa Maria; 47 (Pontinha-C.Grande/Metro);
78 (P. Lumiar-C.Grande); 106 (Galinheiras-C. Grande); 108 (Galinheiras-C.Grande);
768 (Q.Olival-C.Grande); 777 (Ameixoeira-C. Grande). Ver:
http://www.carris.pt/
4/11/2008
(28.10.08) -
Plataforma Sindical -
Carta à Ministra da Educação
Lisboa, 28 de Outubro de 2008
Exmª Senhora
Ministra da Educação
Av. 5 de Outubro, 107
1069-018 LISBOA
Assunto: Suspensão da aplicação do processo de avaliação
Senhora Ministra,
Um mês após o início das aulas, os
professores e educadores debatem-se com uma inegável realidade
sobre a implementação do novo modelo de avaliação de professores,
que se tem tornado numa impossibilidade crescente da sua aplicação
prática nas escolas. Acresce que, em resultado desta dificuldade
preocupante, a mesma tende a não observar os níveis mínimos de
equidade e tem constituído um factor de turbulência, o que torna
impossível assegurar o normal funcionamento das escolas no domínio
da sua principal missão que é o ensino.
Estas afirmações da Plataforma
Sindical dos Professores justificam-se no seguinte conjunto de
razões:
Desde logo a enorme complexidade do modelo, sujeito a
leituras tão difusas quanto distantes entre si e que nem o
próprio Ministério da Educação consegue explicar devidamente
Dentro desta complexidade, a instalação do modelo revela-se
morosa, muito divergente nos ritmos que as escolas
conseguem encontrar e dificultada ainda pela falta de
informação cabal e inequívoca às perguntas que vão,
naturalmente, aparecendo
Por
outro lado, decorrente de bizarras concepções do papel de
quem avalia, as decorrentes do próprio modelo e outras
ligadas ao universo de avaliadores que o ME definiu, está já
latente um clima de contestação à indigitação destes,
registando-se em muitos casos uma inversão de papeis no binómio
avaliador- avaliado
A
maioria dos itens constantes das fichas não são passíveis de ser
universalizados.
Alguns só se aplicam a um número reduzido de professores.
Outros, pelo seu grau de subjectividade, ressentem-se de um
problema estrutural – não existem quadros de referência em
função dos quais seja possível promover a objectividade da
avaliação do desempenho
·
As questões
colocadas anteriormente assumem um papel fundamental nas
arbitrariedades que se têm sucedido porque, o modelo centra-se
nas responsabilidades individuais e não no contributo para o
desenvolvimento de uma cultura de avaliação
Acresce, ao que antes se referiu,
o facto de o Conselho Científico para a Avaliação dos Professores
se encontrar bloqueado e sem coordenação, o que significa que não
existe qualquer acompanhamento efectivo da aplicação que não seja
o que é feito pela DGRHE. Também a Comissão Paritária se tem
resumido a ser um espaço em que a administração educativa se
limita a impor as suas interpretações, não tendo sido dada
resposta positiva às situações apresentadas pelos Sindicatos.
Por outro lado, o Ministério da
Educação está em vias de cometer irregularidades, pois ao propor
na Lei do Orçamento de Estado, a isenção de publicação em DR das
delegações de competências dos avaliadores, não faz mais do que
excepcionar, com um único objectivo, um problema decorrente de uma
Lei Geral e universal, invertendo de facto e de direito, a
hierarquização das leis e fora da sua sede própria, que seria a
revisão do Código do Procedimento Administrativo para efeitos da
revogação do modo de delegação de competências. De outra forma
estaremos à margem das regras de um estado de direito democrático.
Pelas razões referidas, a
Plataforma Sindical dos Professores considera necessária a
suspensão do processo de avaliação, desde já, e numa altura em que
cresce o número de escolas que, por motu proprio, suspendem
todo o processo ou, simplesmente, o mantêm parado. Tal suspensão
permitirá:
1.
recentrar a
atenção dos professores naquela que é a sua primeira e fundamental
missão – ensinar;
2.
permitir, assim,
que os professores se preocupem prioritariamente com quem devem –
os seus alunos;
3.
antecipar, em
alguns meses, a reflexão sobre as vulnerabilidades incontornáveis
do actual modelo de avaliação de desempenho e consequente
negociação de um modelo em que os professores se revejam e nele
sintam segurança e justeza na avaliação;
4.
dirigir as
energias das partes contratuais (ME/Sindicatos) para a
problematização e renegociação dos principais eixos da política
educativa deste Governo, que inclui, inevitavelmente, o Estatuto
da Carreira Docente, entre outros aspectos da mais elevada
importância para o sistema educativo.
Como é evidente, da suspensão deste processo não poderão decorrer
quaisquer prejuízos para os professores, pelo que os sindicatos
que constituem a Plataforma Sindical dos Professores manifestam a
sua disponibilidade para que sejam encontradas as soluções
adequadas que garantam a normal progressão dos professores na
carreira, dado não lhes serem imputáveis os problemas com que se
deparam e para cujas consequências, hoje bem visíveis e sentidas,
tiveram a preocupação de alertar em tempo oportuno.
Com os melhores cumprimentos,
A
Plataforma Sindical dos Professores
(24.10.08) -
PLATAFORMA SINDICAL - CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
SUSPENDER ESTA
AVALIAÇÃO DOS PROFESSORES É UM SERVIÇO
QUE SE PRESTA AO
ENSINO PÚBLICO NESTE PAÍS
Os sindicatos de professores já o tinham anunciado, na declaração
para a acta que consumou o “memorando de entendimento” que
firmaram com o ME em Março deste ano: “… a Plataforma Sindical
dos Professores, no que à avaliação diz respeito, reafirma o seu
desacordo com o modelo imposto pelo ME, … reafirma, ainda, que os
pressupostos base da actual situação de profundo conflito em nada
alteram as divergências de fundo que as organizações sindicais
mantêm …”.
Ora, o conflito atrás referido, serenado que foi até ao final do
ano lectivo anterior, reacende-se de imediato, e mais forte ainda,
quando os professores se apercebem da verdadeira dimensão do
“monstro” que têm pela frente. Não é, infelizmente, o único motivo
mas será, estamos seguros, o que mais pesa na ideia cada vez mais
sedimentada de que assim não se pode ser professor.
De facto, bastou 1 mês de aulas para todos os professores e
educadores terem claro que este modelo não é capaz
sequer de ser instalado, quanto mais aplicado com um mínimo de
equidade.
Destacaremos um conjunto de razões que justificam esta afirmação:
Desde logo a enorme complexidade do modelo, sujeito a
leituras tão difusas quanto distantes entre si e que nem o
próprio Ministério da Educação consegue explicar devidamente
Dentro desta complexidade, a instalação do modelo revela-se
morosa, muito divergente nos ritmos que as escolas
conseguem encontrar e dificultada ainda pela falta de
informação cabal e inequívoca às perguntas que vão,
naturalmente, aparecendo
Por
outro lado, decorrente de bizarras concepções do papel de
quem avalia, as decorrentes do próprio modelo e outras
ligadas ao universo de avaliadores que o ME definiu, está já
latente um clima de contestação à indigitação destes,
registando-se em muitos casos uma inversão de papeis no binómio
avaliador-avaliado
A
maioria dos itens constantes das fichas não são passíveis de ser
universalizados.
Alguns só se aplicam a um número reduzido de professores.
Outros, pelo seu grau de subjectividade, ressentem-se de um
problema estrutural – não existem quadros de referência em
função dos quais seja possível promover a objectividade da
avaliação do desempenho
As
questões colocadas anteriormente assumem um papel fundamental
nas arbitrariedades que se têm sucedido porque, o modelo
centra-se nas responsabilidades individuais e não no contributo
para o desenvolvimento de uma cultura de avaliação
Suspender o processo de avaliação
desde já, e numa altura em que cresce o número de escolas que,
por motu proprio, suspendem todo o processo, permitirá:
recentrar a atenção dos professores naquela que é a sua
primeira e fundamental missão – ensinar
permitir assim que os professores se preocupem
prioritariamente com quem devem – os seus alunos
antecipar em alguns meses a negociação de um outro modelo de
avaliação do desempenho docente, quando já estão em circulação
outras propostas, radicalmente diferentes e surgidas do meio
sindical
dirigir as energias das partes contratuais (ME/Sindicatos)
para a problematização e renegociação dos principais eixos da
desastrosa política educativa deste Governo, que incluem,
inevitavelmente o Estatuto da Carreira Docente e a gestão e
administração das escolas
Lisboa, 24 de Outubro de 2008
A Plataforma Sindical
dos Professores
(23.10.08) -
PLATAFORMA SINDICAL DOS PROFESSORES
APRESENTA, PUBLICAMENTE, EXIGÊNCIA DE SUSPENSÃO DO PROCESSO DE
AVALIAÇÃO EM CURSO
A
Plataforma Sindical dos Professores promove na próxima
sexta-feira, dia 24 de Outubro, pelas 17.00 horas, no Hotel
Marquês de Sá, uma Conferência de Imprensa em que tornará públicas
as razões por que, face à actual situação de desorganização,
disfuncionamento e conflitualidade que a aplicação do modelo de
avaliação do desempenho está a provocar nas escolas, exige a sua
imediata suspensão.
A Plataforma Sindical dos Professores
(15.10.08) -
CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
Grande acção nacional de luta dos educadores e professores no
dia 8 de Novembro
A Plataforma Sindical dos Professores anunciou em
conferência de imprensa (15 de Outubro) a realização
de uma grande acção nacional de protesto e luta
dos educadores e professores portugueses no próximo
dia 8 de Novembro (sábado), em Lisboa. A
iniciativa incluirá um plenário no Alto do Parque Eduardo VII,
seguido de manifestação para o ME, na Av. 5 de
Outubro.
Chamando a atenção para "o autêntico sufoco que se
vive hoje nas escolas" e para a instabilidade provocada pelas
políticas do ME em matérias fundamentais como a
avaliação do
desempenho, os concursos ou os horários de
trabalho, A Plataforma, sublinhou que "construímos
uma proposta de acção, que foi aos órgãos dos sindicatos" e
que recolheu desde logo um apoio total.
Trata‐se do "reinício da luta agora em 2008/2009,
um momento de partida, prosseguindo a luta desenvolvida no
passado ano lectivo".
"Vamos juntar em Lisboa milhares de professores"
"No próximo dia 8 Novembro, vamos juntar em Lisboa
milhares de professores num grande plenário nacional no
Alto do Parque Eduardo VII, e seguiremos depois em
manifestação até ao Ministério da Educação", referiu o
representante da Plataforma..
Oito meses depois da histórica Marcha da Indignação,
os educadores e professores portugueses voltam à
rua, numa iniciativa de protesto, luta e
reclamação, que "não se pode comparar com a jornada de 8 de
Março de 2007". Essa "foi uma Marcha, que culminou
as lutas desenvolvidas ao longo do passado ano lectivo, foi
a maior manifestação de sempre, uma
importantíssima afirmação de combatividade dos educadores e
professores portugueses em defesa da sua dignidade
profissional e em defesa da Escola Pública".
Agora, em 8 de Novembro "voltamos à rua porque é
necessário arrancar com a luta, porque o clima que se vive
nas escolas é de grande revolta face às injustiças
do ME".
"A negociação dos concursos termina a 31 de
Outubro, a negociação suplementar esgota‐se a 7 de Novembro, no
dia 8 teremos esta grande acção em Lisboa; e
depois a reunião no ME, ao abrigo da negociação suplementar,
decorrerá na semana de 10 a 14 de Novembro. A data
escolhida para o nosso protesto tem um objectivo: o de
intervir, o de afirmar, em unidade, as justas
reivindicações dos educadores e professores."
Respeitar os docentes
"O ME tem que respeitar os professores e tem que
respeitar a lei", ao contrário do que faz a Direcção Geral dos
Recursos Humanos da Educação (DGRHE), que "lança
para as escolas orientações ilegais no âmbito dos horários
de trabalho."
E declarou mais adiante:
"Hoje, quando ainda se estão a dar os primeiros
passos na avaliação do desempenho, nas escolas, a situação já é
explosiva. Imagine‐se o que teria acontecido se o
processo de avaliação tivesse ocorrido, como o ME desejava, nos
meses de Abril, Maio e Junho do ano passado. As
escolas teriam paralisado. A Escola Pública teria entrado num
bloqueio!... Como sempre afirmámos, o Memorando de Entendimento
salvou o 3º período
lectivo, defendeu os
alunos e salvou direitos dos professores."
"A Ministra da Educação aceitou, entretanto, a
realização de uma reunião tripartida, envolvendo os sindicatos, o
próprio ME e o Conselho Científico para a
Avaliação, para que seja possível fazer uma avaliação rigorosa do
que se
está a passar nas escolas".
"A avaliação do desempenho, com o modelo do ME,
está a pôr em causa o próprio desempenho e o trabalho dos
docentes nas escolas. Não podemos deixar que as
escolas entrem em colapso. É
preciso tomar medidas, que podem
ir da simplificação à suspensão" deste modelo,
destacou o dirigente
sindical.
O tempo é de unidade
"Em nome da Plataforma e da unidade construída,
especialmente nestes momentos difíceis,
apelamos à
participação de todos os educadores e professores
para que se juntem a esta iniciativa no dia 8 de
Novembro, sem sectarismos, sem divisões.
Os Sindicatos, numa sociedade
democrática, são parceiros de
negociação fundamentais; sem eles, a unidade não
se constrói, não se concretiza. O tempo é de unidade.
Não
é de facilidades ao ME e ao Governo, que baterá palmas aos que
apostam na divisão dos professores"
16.05.08) -
NOTA À
COMUNICAÇÃO SOCIAL
PLATAFORMA SINDICAL DOS PROFESSORES PROMOVE,
DIA 17, MANIFESTAÇÕES REGIONAIS
DE PROTESTO E EXIGÊNCIA
Dia 17,
sábado, a partir das 15 horas, têm lugar em Lisboa, Porto ,
Coimbra e Évora, manifestações regionais de protesto e
exigência dos professores e educadores, iniciativas
aprovadas na Marcha da Indignação dos Professores.
A
Plataforma Sindical dos Professores manteve estes protestos,
pois, como foi amplamente divulgado, o “Memorando de
Entendimento” que as organizações sindicais subscreveram com
o ME pôs termo a alguns problemas imediatos, designadamente
no âmbito da avaliação de desempenho e dos horários de
trabalho, abrindo, ainda, diversas perspectivas negociais
sobre matérias importantes para os professores e para as
escolas, mas não solucionou os problemas maiores que se
vivem na Educação, designadamente os que resultam da
imposição, pelo ME, de um estatuto de carreira que dividiu
os professores em categorias, entre outros aspectos
extremamente negativos, de um modelo de gestão das escolas
que não respeita princípios democráticos essenciais, de um
novo enquadramento sobre Educação Especial que nega
princípios fundamentais da escola inclusiva, entre muitos
outros.
Para além
da crítica às políticas educativas, naturalmente presente
nestas manifestações regionais, elas terão, também, uma
forte componente de exigência, designadamente: “Pela revisão
do ECD”, “Por um modelo formativo de avaliação”, “Pelo
ingresso na profissão sem processos artificiais de
exclusão”, “Pela contagem integral do tempo de serviço”, “Em
defesa da gestão democrática e de uma verdadeira autonomia
das escolas”, “Por condições de trabalho dignas nas
escolas”, “Em defesa de uma escola verdadeiramente
inclusiva”
Os
Presidentes/Secretários-Gerais das organizações que integram
a Plataforma Sindical dos Professores participarão nas
seguintes manifestações:
FENPROF,
Mário Nogueira – Coimbra
FNE, João
Dias da Silva – Porto
SPLIU,
Manuel Rolo – Lisboa
SNPL,
Grasiela Rodrigues – Porto
SEPLEU,
Pedro Gil – Lisboa
FENEI,
Carlos Chagas – Lisboa
ASPL,
Fátima Ferreira – Lisboa
Pró-Ordem,
Filipe do Paulo – Lisboa
SINAPE,
Nóbrega Ascenso – Lisboa
SIPPEB,
Eleonora Bettencourt – Lisboa
SIPE,
Júlia Azevedo – Porto
As
manifestações regionais, que terão o seu início às 15 horas
nas quatro localidades, iniciar-se-ão nos seguintes locais:
Porto –
Praça D. João
Coimbra –
Praça da República
Lisboa –
Alto do Parque Eduardo VII
Évora –
Praça do Giraldo
A
Plataforma Sindical dos Professores
(30.04.08) -
INTERVENÇÃO DO
SECRETÁRIO-GERAL NO TEMPO DE ANTENA:
FEPECI – FEDERAÇÃO
PORTUGUESA DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO, ENSINO, CULTURA E
INVESTIGAÇÃO
A FEPECI SAÚDA A «MARCHA DA INDIGNAÇÃO DOS PROFESSORES E EDUCADORES»,
REALIZADA EM LISBOA NO DIA 8 DE MARÇO DE 2008 QUE CONTOU COM
MAIS DE 100.000 PARTICIPANTES MANIFESTANDO PREOCUPAÇÃO E
INDIGNAÇÃO COM A ACTUAL SITUAÇÃO QUE SE VIVE NA EDUCAÇÃO.
SAÚDA, TAMBÉM, O MEMORANDO
DO ENTENDIMENTO ALCANÇADO COM O MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO EM 12 DE
ABRIL RESULTANTE DA PRESSÃO DA LUTA DOS PROFESSORES QUE OBRIGOU
O GOVERNO A NEGOCIAR E ESTABELECER PONTES DE DIÁLOGO. A
FEPECI ESPERA QUE ESTA ATITUDE DEMOCRÁTICA PREVALEÇA DE
FUTURO.
AMANHÃ É DIA 1.º DE MAIO –
DIA INTERNACIONAL DO TRABALHADOR – TODOS JUNTOS CONTRA A
PRECARIEDADE, POR EMPREGOS DE QUALIDADE.
A FEPECI E O
SINAPE APELAM À PARTICIPAÇÃO DAS TRABALHADORAS E
TRABALHADORES DOS SECTORES DA EDUCAÇÃO, ENSINO, CULTURA E
INVESTIGAÇÃO E DOS CIDADÃOS EM GERAL NA MANIFESTAÇÃO CONVOCADA
PELA CENTRAL SINDICAL DEMOCRÁTICA UGT – UNIÃO GERAL DOS
TRABALHADORES NESTE 1.º DE MAIO COM
CONCENTRAÇÃO ÀS 14:30 H NO MARQUÊS DE
POMBAL, EM LISBOA E COM DESCIDA ÀS 15:00 H DA AVENIDA DA LIBERDADE EM DIRECÇÃO AO ROSSIO.
1. NA DEFESA DE UM
TRABALHO E DE UMA VIDA DIGNA.
2. CONTRA A PRECARIEDADE
NO TRABALHO, QUE ATINGE SOBRETUDO OS JOVENS E OS DESEMPREGADOS.
3. NA LUTA POR MELHORES
SALÁRIOS E PENSÕES, COM UMA JUSTA DISTRIBUIÇÃO DA RIQUEZA.
4. POR UM SISTEMA DE
PROTECÇÃO SOCIAL QUE A TODOS GARANTA PODER ENVELHECER COM
AUTONOMIA E DIGNIDADE.
5. POR IMPOSTOS MAIS
JUSTOS.
6. PELA DEMOCRACIA
PARTICIPATIVA, PELA DEFESA DOS SINDICATOS E DA LIBERDADE
SINDICAL.
7. PELO DIÁLOGO SOCIAL
CONTRA A IMPOSIÇÃO.
8. POR UMA NEGOCIAÇÃO
COLECTIVA QUE ACOMPANHE AS REIVINDICAÇÕES DOS TRABALHADORES.
9.PELA CONCILIAÇÃO DA VIDA
DE TRABALHO E DA VIDA FAMILIAR.
10. POR UMA PROFISSÃO
DOCENTE DIGNIFICADA, VALORIZADA E RESPEITADA.
11. POR UM MUNDO DE
TRABALHO MAIS IGUALITÁRIO.
12. POR UM ESTADO DE
DIREITO QUE DEFENDA COM EQUIDADE OS MAIS FRACOS, OS MAIS
VULNERÁVEIS, OS MAIS POBRES E TODOS OS DESPROTEGIDOS.
13. POR UM NOVO MODELO DE
AVALIAÇÃO DE PROFESSORES E EDUCADORES.
14. POR UM NOVO ESTATUTO DE FUNÇÃO DOCENTE.
15. PELA MELHORIA DAS
CONDIÇÕES DE TRABALHO DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO.
16. POR UMA REVISÃO DO
CÓDIGO DO TRABALHO, QUE PROMOVA UMA MELHOR DEFESA DOS
TRABALHADORES E GARANTA O
RESPEITO PELA LEI E PELOS ACORDOS DA NEGOCIAÇÃO COLECTIVA.
17. PELA EUROPA SOCIAL NA
DEFESA DUMA GLOBALIZAÇÃO DIFERENTE, COM DIREITOS SOCIAIS,
JUSTIÇA E PAZ.
COM
A FEPECI, COM O SINAPE
VALE A PENA LUTAR,
TODOS JUNTOS
NO DIA
1º DE MAIO DE 2008, ÀS 14H30, NA PRAÇA MARQUÊS DE POMBAL, EM
LISBOA
Circular da
Direcção-Geral da Administração e Emprego Público (DGAEP) pára
progressões dos funcionários públicos
Circular pára progressões dos
funcionários públicos
Lucília Tiago
e Bruno Simões Teixeira
A
Direcção-Geral da Administração e
Emprego Público (DGAEP) deu
indicação aos departamentos e
serviços para aguardarem pela nova
lei dos vínculos, carreiras e
remunerações antes de avançarem com
progressões nas carreiras ou com
prémios de desempenho. Uma
orientação que a Frente Comum dos
Sindicatos da Administração Pública
contesta e considera "ilegal", tendo
já confrontado o Governo com esta
situação.
Com o fim, em 31 de Dezembro de
2007, do congelamento dos escalões e
não tendo ainda sido aprovada a nova
lei dos vínculos, carreiras e
remunerações, a Frente Comum
considera que a progressão dos
escalões tem de ser feita à luz da
legislação em vigor. E classifica de
"ilegal" e "abusiva" a orientação
que a DGAEP deu aos serviços, no
sentido de esperarem pela futura
lei.
"Com efeito, para que uma norma
jurídica vigore é necessário que se
haja cumprido, na totalidade, a
tramitação relativa ao procedimento
legislativo, o que não é o caso",
sublinha a estrutura sindical
liderada por Ana Avoila. Mas não só.
A Frente Comum reclama ainda a
ilegalidade "da aplicabilidade
retroactiva de normas
administrativas que retiram
direitos".
Entendimento diferente tem a DGAEP
que, numa circular datada de 26 de
Dezembro, deu orientações claras aos
serviços, no sentido de "aguardar
pela publicação da lei que definirá
e regulará os novos regimes de
vinculação, carreiras e
remunerações", antes de autorizarem
progressões nas carreiras ou
atribuírem prémios de desempenho.
Este compasso de espera, precisa a
DGAEP, deverá ser atendido, para que
as progressões e prémios sejam
feitos à luz das novas regras. Nessa
altura, será observada a
retroactividade a Janeiro.
Esta situação de "impasse" está
prevista no Orçamento do Estado de
2008, tendo, para o efeito, sido
criado um "regime transitório" de
progressão nas carreiras e de
prémios de desempenho na
administração pública, que a DGAEP
invoca. A Frente Comum discorda e
mandou já um ofício ao secretário de
Estado da Administração Pública onde
questiona aquela orientação e
contesta a "forma abusiva e ilegal"
como estão a ser tratados os
funcionários.
PLATAFORMA
SINDICAL PROMOVE SEMANA DE LUTA E DE LUTO
Quando, em 19 de Janeiro de 2007,
foi publicado o Decreto-Lei n.º 15/2007, que contém o actual ECD,
as organizações que se constituíram em Plataforma Sindical dos
Docentes declararam a data como “Dia Nacional de Luto dos
Professores e Educadores Portugueses”. No momento em que se
completa o primeiro ano sobre a publicação daquele estatuto da
carreira docente, as organizações sindicais irão desenvolver as
seguintes iniciativas entre os dias 14 e 18 de Janeiro:
- Afixação, a partir de dia 14,
de 10.000 cartazes – em todos os estabelecimentos de
Educação Pré-Escolar e Ensinos Básico e Secundário – de luto
relacionados com a publicação do ECD do ME;
- Distribuição de cerca de
100.000 autocolantes de luto, aos docentes de todas as
escolas portuguesas;
- Afixação, em todo o país, de
pendões negros, neles constando a seguinte frase: MINISTÉRIO DA
EDUCAÇÃO – MAIS DE 1.000 DIAS A ATACAR A ESCOLA PÚBLICA.
Estes pendões serão colocados junto às escolas e em outros locais
em que seja grande a afluência diária de pessoas;
- Realização de uma Vigília
junto às instalações do Ministério da Educação, em Lisboa,
no dia 18 de Janeiro
(sexta-feira), entre as 16 e as 24 horas.
Pelas 17 horas,
terão lugar intervenções de representantes das organizações
sindicais presentes, sendo para esse momento que se convidam os
senhores jornalistas a estarem presentes, sem prejuízo de qualquer
outro que seja do seu interesse;
- Promoção de uma exposição
subordinada ao tema “A Ministra vista pelos Professores”.
Com esta exposição pretende-se tornar pública a opinião dos
professores e educadores em relação à actual ministra, e à sua
equipa, que tem sido muito bem expressada em inúmeros cartazes,
banda desenhada, cartoons, poemas… materiais que, na maior parte
dos casos, têm circulado por correio electrónico. A exposição será
inaugurada no local da Vigília, às 17.00 horas, imediatamente
antes das intervenções dos dirigentes sindicais. Posteriormente,
percorrerá as diversas regiões do país.
Com estas iniciativas as
organizações sindicais de professores e educadores pretendem
deixar claro que não desistiram da luta contra este estatuto da
carreira docente e por um ECD que, efectivamente, valorize e
dignifique a profissão e os profissionais docentes.
A
Plataforma Sindical dos Professores
(11.12.07) - PORTAL DO GOVERNO
Debate mensal
Escolas mais participadas, autónomas e com liderança
O Primeiro-Ministro apresentou as linhas do novo regime de
autonomia, gestão e administração escolar no
debate mensal, na Assembleia da República, em 11 de
Dezembro. José Sócrates apontou três objectivos: «abrir a
escola, reforçando a participação das famílias e comunidades na
sua direcção estratégica»; «favorecer a constituição de
lideranças fortes»; «reforçar a autonomia das escolas». Assim, a
direcção executiva das escolas será assumida por um director -
que terá de ser professor - responsável pela gestão
administrativa, financeira e pedagógica e responderá «face às
famílias e comunidades locais, através do conselho geral em que
estas estão representadas»; e «face ao conjunto da sociedade
portuguesa».
FUNÇÃO PÚBLICA
Portas fechadas em tribunais, repartições e escolas
Na véspera da greve geral na Função Pública, os sindicatos
garantem que amanhã muitos tribunais, repartições de
finanças e serviços camarários vão fechar portas. Um
cenário que deve acontecer também em muitas escolas.
( 19:48 / 29 de
Novembro 07 )
Se nas últimas greves a adesão dos professores
tem atingido os 60 a 70 por cento, desta vez a Fenprof acredita
que este número vai aumentar.
Mário Nogueira tem participado em vários plenários e diz que os
professores estão cheios de vontade de mostrar o seu
descontentamento em relação às políticas governamentais.
Do lado da FNE existe a mesma convicção. João Dias da Silva não
tem dúvidas que a greve terá uma forte adesão, «quer em zonas do
interior, quer do litoral, quer urbanas» ou rurais.
O dirigente sindical acredita mesmo que o «encerramento de
escolas» vai ser uma realidade.
Na área da justiça, os sindicatos julgam igualmente que a adesão
vai ser elevada. A maioria dos funcionários judiciais promete
ficar em casa.
Amanhã poderá também ser muito difícil registar uma empresa, uma
casa ou um filho. O Sindicato dos Trabalhadores do Registo e
Notariado não tem dúvidas que muitos serviços vão estar
encerrados.
Tal e qual como as repartições de Finanças. Manuel Baptista da
Silva, do Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos, diz que o
sentimento de revolta é muito grande.
«É tradição da nossa casa encerrar repartições nas greves, umas
vezes mais outras menos», adiantou.
Na administração local vai dar nas vistas a adesão à greve nos
serviços de recolha de lixo.
Por todo o país, em especial, na cidade de Lisboa muitas Juntas
de Freguesia não vão abrir as portas.
Quanto aos transportes públicos as cidades do Barreiro, Coimbra,
Aveiro e Braga vão ser as mais afectadas, segundo o Sindicato
dos Trabalhadores da Administração Local que antevê ainda uma
forte adesão em Portalegre e Bragança.
O atendimento nos hospitais e centros de saúde será também
afectado.
TSF - 29.11.07
(27.11.07)
PLATAFORMA SINDICAL DOS PROFESSORES
AS
RAZÕES DOS PROFESSORES
PARA ADERIREM À
GREVE DE DIA 30
FENPROF, FNE,
SPLIU, SEPLEU, ASPL, FENEI, PRÓ-ORDEM, SINAPE, SIPPEB e SIPE
exortam todos os professores, educadores e investigadores a aderirem
à Greve Geral da Administração Pública do próximo dia 30 de
Novembro.
Aderindo à greve,
os docentes e investigadores portugueses manifestarão o seu veemente
protesto contra mais uma anunciada desvalorização salarial (a
actualização de 2.1%, em 2008, sendo inferior à inflação reduzirá,
ainda mais, o salário real, após as sucessivas reduções decorrentes
de “aumentos” zero ou residuais e de 2,5 anos de congelamento de
carreiras) e contra a degradação das pensões de aposentação, a
imposição da mobilidade especial e a negação das mais elementares
regras de negociação.
Aderindo à greve,
os docentes também estarão a protestar contra uma política que, na
Educação, se reflecte, designadamente na deterioração das condições
de trabalho nas escolas, na imposição de horários impraticáveis e
pedagogicamente absurdos, na redução ou liquidação de direitos
profissionais através da imposição de novas regras de carreira, na
asfixia financeira para que se remetem as instituições de ensino
superior e na tentativa de reduzir direitos sindicais e de
participação.
A Greve Geral da
Administração Pública terá, também para os docentes e
investigadores, um carácter de exigência e de protesto, razão por
que estes saberão dar-lhe uma expressão adequada à dimensão e
gravidade da actual situação laboral, social e profissional cuja
responsabilidade reside na política do Governo.
NOTA:
Todas as pressões feitas sobre os professores para que não adiram à
greve são ilegítimas, podendo mesmo constituir uma situação de crime
punível por lei. A adesão à greve não carece de comunicação prévia,
autorização, elaboração de planos de aula e não pode ser registada
no registo biográfico. Recorda-se, ainda, que nenhum trabalhador em
greve pode ser substituído nas suas funções.
Presidente da República solicitou ao
Tribunal Constitucional fiscalização preventiva de normas do
diploma que estabelece regimes de vinculação, carreiras e
remunerações dos trabalhadores que exercem funções públicas
O Presidente da República solicitou hoje ao Tribunal
Constitucional a fiscalização preventiva de
diversas normas constantes do diploma da Assembleia da
República que estabelece os regimes de vinculação, de
carreiras e de remunerações dos trabalhadores que exercem
funções públicas.
As questões colocadas pelo Presidente da
República à apreciação do Tribunal Constitucional incidem
sobre: a aplicação do referido diploma aos magistrados
judiciais; as novas regras de celebração de contratos de
tarefa e de avença; a retenção cautelar automática de metade
da remuneração-base dos funcionários, em determinadas
situações; o desenvolvimento de princípios ou bases gerais de
alguns regimes jurídicos através de portaria; o modo de
determinação mediante acordo do posicionamento remuneratório
de funcionários; e a fixação por portaria de critérios
específicos de acesso à Função Pública e dos níveis máximo e
mínimo de remuneração admitidos no quadro das relações de
emprego público.
NOVO - (22.11.03) -
CONSELHO DE MINISTROS -
3. Decreto
Regulamentar que define a composição e competências do conselho
médico do sistema de verificação de incapacidade permanente da
Caixa Geral de Aposentações, I. P.
Este Decreto Regulamentar vem, no âmbito da uniformização dos
procedimentos de verificação de incapacidades no âmbito da Caixa
Geral de Aposentações e da Segurança Social, definir a
composição e competências do conselho médico do sistema de
verificação de incapacidade permanente da Caixa Geral de
Aposentações.
Deste modo, estabelece-se que compete ao conselho médico o
estudo e avaliação das questões de natureza médico-funcional,
nomeadamente:
a) O estudo e a avaliação das questões de natureza
médico-pericial que forem submetidas à sua análise no âmbito do
funcionamento do sistema de verificação de incapacidade
permanente da CGA, I. P.
b) O acompanhamento técnico da acção médico-pericial dos
médicos relatores e das juntas médica e de recurso através da
elaboração de pareceres e de recomendações sobre as questões que
forem objecto de análise;
c) A emissão de orientações técnicas necessárias à actividade
dos médicos relatores e ao funcionamento das juntas médica e de
recurso, designadamente na sequência de alterações legislativas
ou de divergências interpretativas sobre a aplicação do quadro
em vigor;
d) A recomendação à CGA, I. P., da adopção das medidas
consideradas convenientes à garantia de uma melhor eficiência do
sistema de verificação de incapacidade permanente;
e) A promoção ou a colaboração na realização de reuniões a
nível nacional, de natureza especializada ou interdisciplinar,
em que sejam debatidas questões de natureza técnica e se proceda
ao balanço das actividades desenvolvidas no âmbito do sistema de
verificação de incapacidade permanente da CGA, I. P.
O conselho médico, composto por médicos do quadro da CGA,
poderá solicitar o apoio técnico de juristas da CGA, podendo
estes estar presentes nas reuniões, sem direito a voto, até ao
número máximo de dois.
Poderão, também, ser convidados a participar nas reuniões,
sempre que se mostre conveniente, médicos especialistas ou
representantes de outras entidades.
Sindicatos de Professores convocam conferência de
imprensa para dia 21 de Novembro
Em 16 de Outubro, através de Carta Aberta,
as organizações sindicais de docentes - FENPROF, FNE, FENEI,
ASPL, PRÓ-ORDEM, SEPLEU, SINAPE, SIPE, SIPPEB E SPLIU -
solicitaram uma reunião, com carácter de urgência ao Senhor
Primeiro-Ministro, a qual não teve ainda lugar, tendo-se
realizado, apenas, um encontro com o assessor do seu Gabinete
que acompanha as questões relacionadas com os Assuntos Sociais e
o Trabalho;
Nos dias 22 e 23 de Novembro terminam as "negociações" que
visam regulamentar os aspectos essenciais do Estatuto da
Carreira Docente;
Para 30 de Novembro está prevista uma greve da Administração
Pública, que foi convocada por todas as frentes sindicais.
Estes são os 3 temas, de elevada importância, que levam a
Plataforma Sindical dos Professores a convocarem uma:
CONFERÊNCIA DE
IMPRENSA
21. Novembro (4ª
feira) - 11.00 horas
Hotel Marquês de Sá, em Lisboa
As organizações sindicais de professores apelam à presença
dos senhores jornalistas.
(16.11.2007) - 16h04 Lusa, PUBLICO.PT - Governo
prepara alterações ao ensino de português no estrangeiro
O Governo está a preparar alterações no ensino de português no
estrangeiro para adaptar a língua portuguesa às novas realidades e
afirmar-se como uma das mais faladas no mundo.
“Está a ser preparada uma resolução do Conselho de Ministros para a
criação de um grupo de trabalho técnico para repensar a estratégia
do ensino de português no estrangeiro”, disse hoje o secretário de
Estado da Educação, Jorge Pedreira, à Lusa.
À margem de uma reunião com o Vice-Ministro da Educação de
Timor-Leste, o secretário de Estado defendeu que essa mudança de
estratégia é necessária para “promover o ensino do português como
instrumento de afirmação de Portugal no mundo”.
“É preciso fazer sair o ensino de português dos meios onde tem
estado integrado – universidades e em algumas comunidades –, apostar
na consolidação da certificação da aprendizagem do português e fazer
valer o português como uma das línguas mais faladas no mundo. É a
terceira língua ocidental mais falada no mundo”, afirmou.
Lembrando que o ensino de português se resume a “leitorados,
colocação de professores na Europa e algum apoio fora da Europa”, o
secretário de Estado sublinhou que “já não estamos nos anos 70”.
Jorge Pedreira defendeu ainda uma “estratégia comum no âmbito da
CPLP” como mais uma via para dar visibilidade à língua portuguesa.
Também hoje, o secretário de Estado das Comunidades, António Braga,
lamentou as declarações do Presidente norte-americano, George Bush,
que deu os gastos com o ensino do português nos EUA, propostos no
Congresso pelos democratas, como exemplo de “projectos
esbanjadores”.
comentários 1 a 5 de um
total de 5
18.11.2007 - Hilaria Albertina Dantas Antelo, Ciudad de Neuquen -
Patagonia Argentina
Eu gostava de propor aos senhores ministros que vão implementar o
ensino do idioma português na Patagónia Argentina, pois cá com o
MERCOSUR precisamos falar bem esse idioma do grande navegante
Fernando de Magalhães, Camões, Pessoa e portanto, vale o esforço,
pois são muitas as famílias de imigrantes que desejam falar bem o
idioma de seus ancestrais. Pelo resto, cumprimentos por vossa
atenção e continuem a informar com seriedade e bom senso. Recebam um
forte e fraterno abraço desta minhota-argentina que sempre lê o
Jornal Publico pela Internet. ADELANTE ENTAO.
17.11.2007 - Ctrl.Alt.Del, LX
O ensino do português no estrangeiro, no básico e secundário, é
tutelado pelo Ministério da Educação e só passa para o MNE no ano
lectivo de 2008/2009. O MNE, através do Instituto Camões, só tutela
actualmente o ensino superior. Logo, quando o Sec. de Estado da
Educação vem dizer que o ensino de português se resume a leitorados
(I Camões) colocação de professores na Europa (ME - que também os
coloca nos outros países) e algum apoio fora da Europa está a
chamar-se a si mesmo incompetente, pelo que não fez nos últimos
anos, e ignorante, pelo que não sabe que o seu próprio ministério
faz. E só agora, a 10 meses de deixar de tutelar o ensino de
português no estrangeiro é que se lembra disto?! E a criação de um
"grupo técnico"?! Ganhem vergonha!!
17.11.2007 - rosa gomes, Hamburgo Alemanha
Ou a notícia está mal dada ou os responsáveis pelo ensino no
estrangeiro nem sequer se informam do que se passa por lá. Se a
língua é realmente falada por tanta gente, porque não se preocupa
então a tutela em tratar bem os que se responsabilizam EM CAMPO pela
sua divulgação e manutenção? Pelo menos com respeito. E quando leio
que se vai formar "um grupo de trabalho técnico", tremo... Coitado
do ensino em Portugal e no estrangeiro.
16.11.2007 - Ten Ham dó, Lusoeducalândia
A tutela da Educação passou a pasta do ensino do Português para o
MNE, esta medida travou qualquer professor que desejasse, por algum
tempo, leccionar no estrangeiro. Isto porque se não ficasse colocado
num país o que seria muito provável , se tivermos em conta as várias
escolas europeias que, neste ano lectivo. ficaram sem professor que
pudesse leccionar a língua de Camões, já que o que interessava aqui
era poupar!. Economizar na educação, compreende-se, naturalmente,
até porque os estrangeiros e filhos de emigrantes podem bem aprender
o Castelhano - os hermanos que paguem o privilégio de terem mais um
falante no idioma de Cervantes, - que nós os entendemos! Não admira
que o Presidente dos USA preferisse uma escola de vela a ter
milhares de luso-descendentes e americanos a aprender e falar
Português. Por curiosidade, na Roménia, em Bucareste, quer nas
universidades (ligadas ao Instituto Camões), quer em escolas
secundárias há, em cada uma várias dezenas de romenos a estudar a
nossa cultura! Este país poucas ligações tem com Portugal; são raros
os emigrantes portugueses, também não estão muitos alunos ao abrigo
de projectos como o Erasmo, e que eu saiba Portugal não manda para
professores interessados. Pelo que entendi são professores
brasileiros que asseguram o ensino da nossa Língua. E, a única
relação que vejo entre o Português e o Romeno é terem por base o
Latim; com a Roménia há apenas a circusntância de haver cada vez
mais imigrantes de Bucurest, de Timisoara, de Constança e de outras
cidades, em Portugal!!
16.11.2007 - Anónimo, República Bolivariana de Portugal
Senhores jornalistas do “Público”: nós sabemos que a literacia e o
pensar próprio e não dirigido andam, em Portugal, pelas ruas da
amargura. Isso não implica que não haja um certo respeito pelos
leitores e o abandonar de uma propaganda da qual os portugueses
andam já bastante saturados. A língua portuguesa «afirmar-se como
uma das mais faladas do mundo»? Então ela não é já uma das mais
faladas do mundo? Para que servem tiradas destas? Para encher? Ou
para dar mais tempo de antena aos mesmos que nos asfixiam, não
apenas com taxas mas também com a sua verborreia diária?! Por falar
no ensino do português: sete anos e meio após a chegada dos
primeiros professores de português a Timor-Leste, quando é que os
jornalistas se resolvem a fazer um jornalismo sério e verificam o
que ali se passa? Após dois anos, os primeiros, de muitas
dificuldades, mas alguns avanços no regresso da língua àquele país,
o ensino da mesma sofreu um enorme revés em 2002 e desde então tem
regredido. Por cá aperta-se o cinto, mas não importa o que se
esbanja por lá. Quando é que se abandona a fantasia e se diz aos
portugueses que apenas uma pequeníssima elite em Timor-Leste fala
português, não o fazendo a tempo inteiro?
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(17.11.07) - Educação
especial – Declaração de Lisboa -
Presidência Portuguesa da
União Europeia - Pontos de vista dos jovens sobre Educação Inclusiva
No dia 17 de Setembro de
2007, no quadro da presidência portuguesa da União Europeia, o
Ministério da Educação de Portugal organizou, em cooperação com a
Agência Europeia para o Desenvolvimento em Necessidades Especiais de
Educação a audição parlamentar Young Voices: Meeting Diversity in Education.
As propostas acordadas pelos jovens com necessidades educativas
especiais (NEE) de 29 países[1], que frequentam os ensinos
secundário, profissional e superior, tiveram como resultado a “Declaração
de Lisboa – Pontos de vista dos jovens sobre Educação Inclusiva”.
Esta Declaração abrange o que os jovens apresentaram em Lisboa, em
sessão plenária na Assembleia da República, no que respeita aos seus
direitos, necessidades, desafios e recomendações para se conseguir
uma educação inclusiva de sucesso.
A Declaração vem na sequência de anteriores documentos oficiais
europeus e internacionais no âmbito das Necessidades Especiais de
Educação tais como: Resolução do Conselho para a Integração das
Crianças e Jovens com Deficiências nos Sistemas Regulares de
Educação (EC, 1990); Declaração de Salamanca e Quadro de acção para
as NEE (UNESCO, 1994); Carta de Luxemburgo (Programa Helios, 1996);
Resolução do Conselho para a Igualdade de Oportunidades dos Alunos
com Deficiências na Educação e Formação (EC, 2003); Convenção sobre
os Direitos das Pessoas com Deficiências (Nações Unidas, 2006).
1) Os jovens acordaram sobre
os seus DIREITOS:
Temos o direito de ser respeitados e de não ser discriminados. Não
queremos caridade; queremos ser respeitados como futuros adultos que
têm de viver e trabalhar num ambiente normal.
Temos direito às mesmas oportunidades que os outros, mas com o apoio
necessário para responder às nossas necessidades. As necessidades
específicas de cada um não podem ser ignoradas.
Temos o direito de tomar as nossas decisões e de fazer as nossas
escolhas. A nossa voz deve ser ouvida.
Temos o direito de viver autonomamente. Queremos constituir família
e ter uma casa adaptada às nossas necessidades. Muitos de nós querem
ter a possibilidade de frequentar a Universidade. Queremos também
poder trabalhar e não ser separados das outras pessoas que não têm
incapacidades.
Toda a sociedade tem de ter consciência e compreender e respeitar os
nossos direitos.
2) Os jovens expressaram opiniões claras sobre as principais
MELHORIAS que experimentaram na sua educação:
Em geral, temos recebido um apoio satisfatório à nossa educação, mas
é necessário que se verifiquem mais progressos.
A acessibilidade aos edifícios está a melhorar. As questões da
mobilidade e da acessibilidade arquitectónica constituem, cada vez
mais, tópicos de discussão e de debate.
As questões relativas à deficiência estão a ganhar maior
visibilidade na sociedade.
A tecnologia informática está a evoluir e passaram a estar
disponíveis livros digitais bem estruturados.
3) Os jovens assinalaram os
DESAFIOS e as NECESSIDADES:
As necessidades na acessibilidade são diferentes para pessoas
diferentes. Há diferentes barreiras de acessibilidade, na educação e
na sociedade, para pessoas com diferentes necessidades especiais,
por exemplo:
Durante as aulas e exames alguns de nós necessitam de mais tempo
Por vezes necessitamos de apoio pessoal de assistentes nas aulas
Necessitamos de materiais didácticos adaptados ao mesmo tempo que os
nossos colegas
Por vezes a liberdade de escolha de áreas de estudo é-nos vedada por
razões de acessibilidade dos edifícios, tecnologia insuficiente e
materiais adaptados (equipamento, livros).
Necessitamos de conteúdos e de competências que tenham significado
para nós e para a nossa vida futura.
Necessitamos de aconselhamento, ao longo do nosso percurso escolar,
no que respeita ao que será possível fazermos no futuro de acordo
com as nossas necessidades individuais.
Continua a haver algum desconhecimento sobre a deficiência. Os
professores, os outros alunos e alguns pais por vezes têm uma
atitude negativa para connosco. As pessoas sem deficiência deveriam
saber que podem perguntar a uma pessoa com deficiência se precisa de
ajuda ou não.
4) Os jovens expressaram as
suas opiniões sobre a EDUCAÇÂO
INCLUSIVA:
É muito importante dar a cada um a liberdade de escolher a escola
que quer frequentar.
A educação inclusiva será melhor se as condições forem as mais
adequadas. Isto significa que devem ser disponibilizados os apoios
necessários, recursos e professores formados. Os professores
precisam de estar motivados, bem informados e compreenderem as
nossas necessidades. Têm de ter boa formação e perguntarem-nos o que
necessitamos; estarem bem coordenados entre si ao longo do ano
lectivo.
Reconhecemos muitos benefícios na educação inclusiva; vivemos
experiências mais alargadas; aprendemos como resolver problemas em
contexto real; interagimos com os nossos pares com ou sem
necessidades especiais.
A educação inclusiva com apoio individualizado e especializado é a
melhor preparação para o ensino superior. Os centros especializados
poderiam apoiar-nos, informando devidamente as Universidades sobre a
ajuda que necessitamos.
A educação inclusiva tem benefícios mútuos, para nós e para toda a
gente.
Os jovens concluíram:
Compete-nos construir o nosso futuro. Temos de remover barreiras
dentro de nós e dos outros. Temos de crescer para além da nossa
deficiência – então o mundo aceitar-nos-á melhor.
Lisboa, Setembro 2007
(14.11.07) -
NOTÍCIAS:
Função Pública: Governo prossegue processo negocial, sem
FESAP e com uma greve já marcada
13 de Novembro de 2007, 17:35
Lisboa, 13 Nov (Lusa) - O Governo prossegue quarta-feira o
processo negocial com os sindicatos da Função Pública, uma ronda que
vai ficar marcada pela ausência da FESAP e pela marcação de uma
greve para o dia 30.
O secretário coordenador da Frente Sindical da Administração
Pública (FESAP), Jorge Nobre dos Santos, disse hoje à agência Lusa
que não vão comparecer na reunião de quarta-feira, tal como já
tinham anunciado na passada semana.
A FESAP disse na passada semana que não iria comparecer na
reunião para que o Executivo demonstre efectiva vontade negocial e
cumpra os compromissos assumidos.
"A FESAP alterará a sua posição na justa medida em que o
Governo alterar a sua postura intransigente e se, num curto espaço
de tempo, definir a calendarização e a apresentação para negociação
dos respectivos projectos de diploma", referiu a estrutura sindical
numa carta enviada ao ministro das Finanças e da Administração
Pública.
A posição da FESAP foi assumida no dia em que as três
estruturas sindicais da Função Pública convocaram uma greve para o
dia 30 de Novembro para protestar contra a postura intransigente do
Governo de encerrar as negociações salariais com uma actualização de
2,1 por cento.
Recorde-se que as negociações salariais foram encerradas na
passada quarta-feira, mas estão agendadas até ao final do mês outras
reuniões no Ministério das Finanças para discutir outras matérias
como o subsídio de desemprego, a mobilidade especial e a
aposentação.
No que se refere à aposentação, a última versão apresentada
pelo executivo introduz algumas alterações, nomeadamente ao nível da
aposentação antecipada.
Podem requerer a aposentação antecipada, os subscritores da
Caixa Geral de Aposentações (CGA) que tenham pelo menos 33 anos de
serviço, para as pensões requeridas até 31 de Dezembro de
2008.
Também podem requerer a pensão aqueles que tenham, pelo
menos, 55 anos de idade e que, à data em que perfaçam essa idade,
tenham completado, pelo menos, 30 anos de serviço, para as pensões
requeridas a partir de 01 de Janeiro de
2009.
Até agora, o mecanismo das reformas antecipadas só estava ao
alcance dos trabalhadores com 36 anos de serviço.
Na primeira versão do diploma, o Governo apenas reduzia o
número de anos de serviço para os funcionários que já tivessem
atingido a idade legal de reforma (actualmente de 61 anos e que será
de 65 anos em 2015).
É certo, no entanto, que em nenhum destes casos os
funcionários recebem a pensão completa.
Outra alteração, já prevista nas versões anteriores, é a
redução progressiva do tempo de serviço mínimo necessário aos
funcionários públicos para requererem a pensão de reforma até
atingir os 15 anos em 2015.
Os funcionários públicos poderão, a partir de 2015, solicitar
a reforma com 15 anos de serviço, desde que tenham a idade legal de
reforma, mas a sua pensão de reforma será proporcional à carreira
contributiva.
O objectivo da proposta de lei é fazer convergir, de forma
gradual, o requisito do tempo de serviço da modalidade de
aposentação voluntária não antecipada com as regras do regime geral
de Segurança Social, que, actualmente, é de 15 anos de serviço.
Em discussão estão ainda outras questões relacionadas com a
mobilidade especial e com a atribuição do subsídio de desemprego aos
funcionários públicos com contrato individual de trabalho ou
contrato administrativo de provimento.
TSM.
Lusa/fim
Função Pública: Governo prossegue hoje
negociações
O Governo prossegue hoje as negociações com os sindicatos
da Função Pública, mas a Frente dos Sindicatos da Administração
Pública vai estar ausente em protesto contra o que afirma ser falta
de vontade negocial por parte do executivo.
A
ronda vai ficar marcada pela ausência da FESAP e pela marcação de
uma greve para o dia 30.
O
secretário coordenador da FESAP, Jorge Nobre dos Santos, reafirmou
terça- feira que a delegação daquela estrutura sindical ligada à UGT
não vai comparecer na reunião de hoje, tal como já tinha sido
anunciado na passada semana.
A
FESAP disse na passada semana que não iria comparecer na reunião até
que o Executivo demonstre efectiva vontade negocial e cumpra os
compromissos assumidos.
«A
FESAP alterará a sua posição na justa medida em que o Governo
alterar a sua postura intransigente e se, num curto espaço de tempo,
definir a calendarização e a apresentação para negociação dos
respectivos projectos de diploma», referiu a estrutura sindical numa
carta enviada ao ministro das Finanças e da Administração Pública.
A
posição da FESAP foi assumida no dia em que as três estruturas
sindicais da Função Pública convocaram uma greve para o dia 30 de
Novembro para protestar contra a postura intransigente do Governo de
encerrar as negociações salariais com uma actualização de 2,1%.
Recorde-se que as negociações salariais foram encerradas na passada
quarta-feira, mas estão agendadas até ao final do mês outras
reuniões no Ministério das Finanças para discutir outras matérias
como o subsídio de desemprego, a mobilidade especial e a
aposentação.
No
que se refere à aposentação, a última versão apresentada pelo
executivo introduz algumas alterações, nomeadamente ao nível da
aposentação antecipada.
Podem requerer a aposentação antecipada, os subscritores da Caixa
Geral de Aposentações (CGA) que tenham pelo menos 33 anos de
serviço, para as pensões requeridas até 31 de Dezembro de 2008.
Também podem requerer a pensão aqueles que tenham, pelo menos, 55
anos de idade e que, à data em que perfaçam essa idade, tenham
completado, pelo menos, 30 anos de serviço, para as pensões
requeridas a partir de 01 de Janeiro de 2009.
Até
agora, o mecanismo das reformas antecipadas só estava ao alcance dos
trabalhadores com 36 anos de serviço.
Na
primeira versão do diploma, o Governo apenas reduzia o número de
anos de serviço para os funcionários que já tivessem atingido a
idade legal de reforma (actualmente de 61 anos e que será de 65 anos
em 2015).
Em
nenhum destes casos os funcionários recebem a pensão completa.
Outra alteração, já prevista nas versões anteriores, é a redução
progressiva do tempo de serviço mínimo necessário aos funcionários
públicos para requererem a pensão de reforma até atingir os 15 anos
em 2015.
Os
funcionários públicos poderão, a partir de 2015, solicitar a reforma
com 15 anos de serviço, desde que tenham a idade legal de reforma,
mas a sua pensão de reforma será proporcional à carreira
contributiva.
O
objectivo da proposta de lei é fazer convergir, de forma gradual, o
requisito do tempo de serviço da modalidade de aposentação
voluntária não antecipada com as regras do regime geral de Segurança
Social, que, actualmente, é de 15 anos de serviço.
Em
discussão estão ainda outras questões relacionadas com a mobilidade
especial e com a atribuição do subsídio de desemprego aos
funcionários públicos com contrato individual de trabalho ou
contrato administrativo de provimento.
Diário Digital / Lusa
14-11-2007 10:12:00
"Há mal-estar entre docentes e
Governo"
Daniel Sampaio diz que tutela legisla demasiado. Ministra recusa-se
a comentar
Daniel Sampaio
lamenta o "mal-estar significativo entre docentes e o Governo".
Ontem, na cerimónia de atribuição do primeiro Prémio Nacional de
Professores, o presidente do júri defendeu que o reforço da
autonomia das escolas nunca se efectivará enquanto a tutela
controlar o processo com excessiva legislação.
Primeiro-ministro e
ministra da tutela recusaram-se a comentar as sugestões e opiniões
do psiquiatra. A saída do Centro Cultural de Belém, em Lisboa, Maria
de Lurdes Rodrigues deixou o secretário de Estado da Educação a
responder aos jornalistas: "Ficou claro que o professor Daniel
Sampaio se referia a um mal-estar do ponto de vista geral e
internacional e não a um" específico de alguns professores em
Portugal, foi a resposta de Valter Lemos.
O presidente do júri
começou por manifestar a esperança do prémio abrir um novo período
de relacionamento entre professores e Governo. "Façamos a partir do
seu exemplo a reflexão necessária para a mudança", insistiu.
Mais. O psiquiatra
alertou o Executivo de que "sem os apoios dos professores qualquer
mudança não passará do articulado legislativo" para o terreno. Caso
da autonomia. Daniel Sampaio considera que os professores "perdem
demasiado tempo com despachos e portarias".
‘As escolas reclamam
autonomia mas não cessam de esperar pelo ME. Se o ministério quer
autonomia então porque legisla tanto?", questionou. Sampaio defendeu
a constituição de equipas pedagógicas mais flexíveis e menos
burocratizadas e a definição de regras claras de combate à
indisciplina, porque independentemente das estatísticas a "dimensão
psicológica é muito preocupante: como é possível a relação
pedagógica se o professor tem medo?".
À saída, Valter
Lemos retorquiu que o ME "reagiu bem às propostas" do presidente do
júri. Antes, ao discursar no final da cerimónia, José Sócrates
defendeu "com muito orgulho" todas as reformas do Governo para o
sector: "a Educação ficou melhor quando se impôs as aulas de
substituição", os professores ficaram colocados por três anos, o 1,°
ciclo perdeu 2500 escolas e mais alunos ficaram no Secundário graças
ao aumento dos cursos profissionais.
…JN - 14.11.07
Daniel
Sampaio diz que mal-estar da classe docente é "significativo"
Na
cerimónia de anúncio dos vencedores, o presidente do júri apelou a
um novo relacionamento entre o Ministério da Educação e os
professores
Em dia de entrega
de distinções e louvores ao trabalho classe docente, Daniel Sampaio,
presidente do júri nomeado pelo Ministério da Educação (ME) para
eleger os vencedores da 1ª edição do Prémio Nacional de Professores,
fez questão de alertar para o "significativo mal-estar" que existe
entre estes profissionais.
E apelou, na
presença do primeiro-ministro e da ministra Maria de Lurdes
Rodrigues, para que a cerimónia de ontem, em que se distinguiram
quatro docentes pelo mérito e qualidade excepcionais do seu
trabalho, marque "um novo período de relacionamento entre o
Ministério da Educação e os professores."
"O que os deve unir
é mais importante que as diferenças que os separam", disse Daniel
Sampaio, referindo-se aos momentos conturbados que têm marcado o
sector da Educação.
Admitindo que o
fenómeno do mal-estar docente existe em muitos países, por causa da
evolução profissional da carreira e pela "ambiguidade e complexidade
das funções da escola", Daniel Sampaio não deixou de assinalar o que
considera como algumas das falhas do sistema.
A começar na
"descaracterização" da profissão, com "muitos jovens a serem
formados sem ter particular vocação para dar aulas". A formação
inicial, que "incompreensivelmente" permite que se chegue a
professor sem nunca se ter estado com crianças e jovens", merecia
uma "reforma profundíssima", defendeu.
Quanto à autonomia
das escolas, Sampaio distribui críticas nos dois sentidos. "É pouco
provável que uma escola possa ser autónoma porque depende sempre, em
maior ou menor grau, de uma qualquer instituição governamental. As
escolas reclamam mas não cessam de esperar pelo ME. Os professores
perdem tempo de mais a estudar despachos e portarias, o que seria
mais bem gasto se fosse a pensar a sua actividade."
À saída da
cerimónia, que distinguiu Arsélio Martins, professor de Matemática
da Secundária José Estêvão, em Aveiro, com o galardão máximo (ver
texto ao lado), nem José Sócrates nem Maria de Lurdes Rodrigues
quiseram fazer qualquer comentário.
Questionado pelos
jornalistas, apenas o secretário de Estado da Educação, Valter
Lemos, aceitou falar, dizendo que os comentários do presidente do
júri se referiam a um "mal-estar do ponto de vista geral e
internacional e que também existe em Portugal", rejeitando a ideia
de uma qualquer conflitualidade. "Foi este Governo que instituiu
este prémio nacional", lembrou.
E foi também esse o
mote da intervenção de Sócrates que sublinhou que "em 30 anos de
democracia ninguém foi capaz de fazer esta homenagem e criar um
prémio que distinguisse os melhores professores." "Esta não é uma
operação de relações públicas, área em que não sou especialista ou
muito bom. Nem se pretende massajar uma corporação. Mostrar os bons
exemplos é uma distinção importante para o país", explicou o
primeiro-ministro, acrescentando que assim se dá "maior visibilidade
à prioridade [atribuída pelo Governo] à educação."
Da cultura ao
desporto e até para os alunos, são muitos os prémios instituídos.
Mas não existia nenhum para os melhores professores, "um prémio de
reconhecimento de excelência na educação", justificou a ministra da
Educação, que espera contribuir assim para a "valorização" da
classe.
Público -
14.11.07
(30.10.07) - O SINAPE, no âmbito da FESAP, reuniu hoje com o
Governo, no Ministério das Finanças, tendo em vista o encerramento
da negociação da proposta de Lei sobre a mobilidade especial, a
aposentação e a protecção no desemprego. Foi ainda dado seguimento
às negociações salariais para 2008 -
NOTA DE IMPRENSA
(08.02.07) -
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
- O SINAPE, NO ÂMBITO DA
FESAP, REUNIU, HOJE, NO MINISTÉRIO DAS FINANÇAS, PARA DAR
CONTINUIDADE AO PROCESSO NEGOCIAL SOBRE VÍNCULOS, CARREIRAS E
REMUNERAÇÕES:
(24.01.07) -
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
- NEGOCIAÇÃO
- VÍNCULOS, CARREIRAS E REMUNERAÇÕES - O SINAPE, no âmbito da
FESAP, reuniu, hoje, no Ministério das Finanças, Lisboa, com o
Secretário de Estado da Administração Pública, para a discussão das
alterações a efectuar ao sistema de carreiras, vínculos e
remunerações, bem como para a apresentação do parecer da FESAP face
às propostas do Governo tendo em vista a reforma do regime de acção
social complementar da Administração Pública:
(19.01.07) -
NEGOCIAÇÕES NO ÂMBITO DA
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA - O SINAPE, NO ÂMBITO DA FESAP,
REUNIU COM O SECRETÁRIO DE ESTADO DO ORÇAMENTO PARA ANÁLISE DAS
ALTERAÇÕES À LEI N.ª 60/2005, DE 29 DE DEZEMBRO - PROJECTO DE LEI SOBRE A
APROXIMAÇÃO DO REGIME DE APOSENTAÇÃO DOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS AO
REGIME DE APOSENTAÇÃO DA SEGURANÇA SOCIAL
(09.01.06)
- O SINAPE, no âmbito da FESAP,
reuniu hoje com o Secretário de Estado da Administração Pública para
negociar o novo regime de Acção Social Complementar .
O Governo prevê a
extinção dos postos e centros de saúde do MTSS, OSMOP e SOFE, bem
como a cessação das prestações previstas em alguns regulamentos,
tais como: subsídio de nascimento, subsídio materno-paterno
infantil, subsídio de funeral e a comparticipação em despesas de
saúde:
-
(26.04.06)
- 1.º de Maio - Não ao Desemprego, em Defesa
do Crescimento e Emprego de Qualidade
-
O SINAPE convida todos os trabalhadores a participarem na Festa do
1.º de Maio - Dia do Trabalhador - a comemorar pela UGT, no
Cais da Ribeira, em Vila Nova de Gaia.
- (19.01.06)
- De
acordo com a informação prestada pela DREL, o tempo de serviço
prestado nas Escolas Profissionais, em regime de contrato de
prestação de serviços, não releva para efeitos de candidatura aos
concursos 2006/2007, conforme determinam os DL n.º 169/85, de 20 de
Maio e DL n.º 32/88, de 22 de Setembro
- (19.01.06)
- De acordo com a informação
prestada pela DGRHE, os docentes contratados que se encontram a
realizar a profissionalização em serviço, nos termos do Despacho n.º
6365/2005, vencem pelo índice 126, e não pelo 156, como algumas
escolas têm vindo a proceder, pois este índice é aplicável aos
docentes já profissionalizados
Aprender recorrendo aos computadores é agora mais fácil! As
famílias com estudantes podem deduzir, na sua declaração de
IRS/2006, 50% do custo de equipamento informático comprado já
neste mês de Dezembro de 2005 (até ao limite de €250).
A simulação disponibilizada obedece às regras previstas na
proposta de lei que revê o Estatuto da Aposentação, aprovada
pelo Governo em 2005-08-25, e aplica-se a todos os subscritores da
Caixa Geral de Aposentações que venham a aposentar-se
voluntariamente com base nos artigos 37.º ou 37.º-A do
Estatuto da Aposentação.
Visa-se com esta aplicação habilitar os utentes da CGA a
conhecerem o ano em que, no âmbito do novo regime, poderão
aposentar-se com pensão completa, de acordo com os dados por eles
introduzidos, bem como a idade e o tempo de serviço que terão em 31
de Dezembro daquele ano.
A simulação não contempla situações abrangidas por regimes
especiais que consagram, para determinados grupos de subscritores da
Caixa Geral de Aposentações, desvios às regras previstas no Estatuto
da Aposentação em matéria de tempo de serviço (designadamente
percentagens de aumento) e de idade de aposentação.
Nos casos em que a aposentação tem lugar ao abrigo do regime de
pensão unificada ou dos Regulamentos (CEE) n.º 1408/71 e 574/72, a
pensão atribuída pela CGA é a que resultar da aplicação daqueles
regimes.
Para funcionários no activo que se aposentem com base no regime
do Estatuto da Aposentação (estão
excluídos os subscritores abrangidos por regimes especiais de
aposentação antecipada).
Novo -
Aprovadas em Conselho de Ministros
de 05/08/04, a proposta de Lei que define o regime da Lei de Autonomia
Universitária e dos Institutos Politécnicos Públicos e a proposta de Lei
que estabelece o regime jurídico da formação profissional e cria o
Sistema Nacional de Formação Profissional
O
prazo referido beneficia das seguintes dilações:
5
dias seguidos se os docentes residirem ou se encontrarem nas
Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira
15
dias seguidos se os docentes residirem ou se encontrarem em país estrangeiro
Apresentação
a concurso:
A
apresentação a concurso faz-se mediante o preenchimento do
formulário constante do anexo III à Portaria n.º 1298/2003,
de 19 de Novembro, o qual pode ser fotocopiado, encontrando-se
igualmente disponível na página electrónica das Direcções
Regionais de Educação/ME.